A CPI do Crime Organizado no Senado encerra terá seu último dia de trabalhos nesta terça-feira (14) com o depoimento do ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL). O político foi convocado para prestar esclarecimentos sobre o avanço das organizações criminosas e as dificuldades do Estado em conter a atuação de facções e milícias.
Após a oitiva, os parlamentares devem ler e deliberar sobre o parecer final, que pode incluir pedidos de indiciamento e sugestões de mudanças na legislação.
O foco no Rio de Janeiro
A presença de Cláudio Castro atende a um requerimento do relator da comissão, senador Alessandro Vieira (MDB-SE). O parlamentar considera indispensável que o ex-governador detalhe as dinâmicas de atuação conjunta entre grupos criminosos e a formação de narcomilícias.
Esses grupos exercem controle territorial e exploram serviços essenciais na capital fluminense e em outras regiões do estado.
O depoimento visa identificar os "gargalos institucionais" que impedem as polícias de combaterem o crime estruturado de forma eficaz. Para o senador, compreender por que o poder público não consegue dar conta desses criminosos é um passo essencial para o avanço dos trabalhos legislativos.
O presidente da CPI, senador Fabiano Contarato (PT-ES), confirmou a previsão de comparecimento do ex-governador para as 9h da manhã. O encerramento ocorre após o Senado decidir não prorrogar os trabalhos da comissão, seguindo o mesmo destino da recente CPMI do INSS.
Desfecho e relatório final
A etapa final da comissão não se limita ao depoimento de Castro. Após a fala do ex-governador, o colegiado parte para a leitura e votação do relatório final. O documento possui o poder de propor o indiciamento de investigados e recomendar alterações nas leis atuais para reforçar o enfrentamento ao crime organizado no país.
Além da segurança pública, a CPI investigou vertentes financeiras do crime. Na última semana, o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, prestou depoimento para esclarecer fragilidades e suspeitas de fraudes envolvendo o Banco Master.
Galípolo detalhou o processo de liquidação da instituição decretado pelo Banco Central e contestou pontos levantados pela investigação.
O ex-presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, também era esperado pelos senadores. No entanto, ele optou por não comparecer à comissão amparado por um habeas corpus.
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