Economia

Galípolo diz que apoio do FGC ao Master foi decisão correta em CPI do Crime

Presidente do BC foi convidado a prestar esclarecimentos sobre a atuação da instituição financeira no caso do Banco Master

Da redação
DA REDAÇÃO

08/04/2026 • 11:43 • Atualizado em 08/04/2026 • 11:51

Banco Master

Banco Master

Reprodução

O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, presta depoimento nesta quarta-feira (8) na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado. Ele afirmou, durante depoimento, que foi correta a decisão do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) de pagar por CDBs vencindos para apoiar o Banco Master.

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Esse processo foi importante para que você pudesse esgotar de maneira adequada todo o processo de análise de soluções alternativas de mercado, sem aumentar o tamanho do banco.

O atual chefe da autoridade monetária, Galípolo foi convidado a prestar esclarecimentos no colegiado sobre a atuação do BC no caso do Banco Master e sobre indícios de possíveis práticas criminosas praticadas pelo dono da instituição financeira, Daniel Vorcaro.

Galípolo também relembrou que em setembro de 2025 o próprio Master chegou a entregar uma comunicação onde reconheceu sua dificuldade e propôs sair do mercado. Isso ocorreu depois que o BC negou a proposta de o Banco de Brasília (BRB) adquirir a instituição.

"Mas, ao longo desse processo, aquele passivo que extrapolava o que o FGC conseguia garantir vai consumindo o caixa do banco, até que, no dia da liquidação, o banco tinha em caixa um valor que era 10% do valor de vencimento que ele tinha para pagar naquele dia, efetivamente. E isso gera a liquidação do banco", disse.

Galípolo também mencionou que a autarquia jamais foi apresentada ou conheceu os supostos investidores árabes alegados pelo Master na época.O ex-presidente do BC, Roberto Campos Neto, foi convocado a comparecer, mas faltou pela terceira vez.

Com Estadão Conteúdo