
Banco Master
Reprodução
O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, presta depoimento nesta quarta-feira (8) na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado. Ele afirmou, durante depoimento, que foi correta a decisão do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) de pagar por CDBs vencindos para apoiar o Banco Master.
Esse processo foi importante para que você pudesse esgotar de maneira adequada todo o processo de análise de soluções alternativas de mercado, sem aumentar o tamanho do banco.
O atual chefe da autoridade monetária, Galípolo foi convidado a prestar esclarecimentos no colegiado sobre a atuação do BC no caso do Banco Master e sobre indícios de possíveis práticas criminosas praticadas pelo dono da instituição financeira, Daniel Vorcaro.
Galípolo também relembrou que em setembro de 2025 o próprio Master chegou a entregar uma comunicação onde reconheceu sua dificuldade e propôs sair do mercado. Isso ocorreu depois que o BC negou a proposta de o Banco de Brasília (BRB) adquirir a instituição.
"Mas, ao longo desse processo, aquele passivo que extrapolava o que o FGC conseguia garantir vai consumindo o caixa do banco, até que, no dia da liquidação, o banco tinha em caixa um valor que era 10% do valor de vencimento que ele tinha para pagar naquele dia, efetivamente. E isso gera a liquidação do banco", disse.
Galípolo também mencionou que a autarquia jamais foi apresentada ou conheceu os supostos investidores árabes alegados pelo Master na época.O ex-presidente do BC, Roberto Campos Neto, foi convocado a comparecer, mas faltou pela terceira vez.
Com Estadão Conteúdo
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