O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, confirmou que comparecerá nesta quarta-feira (8) ao Senado Federal para depor na CPI do Crime Organizado. A sessão está prevista para começar às 10h. Galípolo foi convidado pela comissão para prestar esclarecimentos sobre as investigações de fraude envolvendo o Banco Master, o que desobriga legalmente sua presença; no entanto, o economista antecipou que pretende colaborar com as investigações e responder aos questionamentos dos parlamentares.
O pedido para ouvir o atual chefe da autoridade monetária partiu da oposição, que baseia a convocação em um encontro ocorrido em dezembro de 2024. Na ocasião, o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, foi recebido no Palácio do Planalto pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e por Galípolo. O empresário estava acompanhado pelo ex-ministro da Fazenda, Guido Mantega, que atuava como consultor da instituição financeira na época.
Repercussão política e o caso Master
O presidente Lula já se manifestou sobre o teor daquela reunião, detalhando que Vorcaro teria apresentado queixas sobre uma suposta perseguição contra seu banco. Segundo o relato presidencial, a orientação dada ao banqueiro foi a de que o Banco Central conduziria uma investigação estritamente técnica sobre a situação do Master. Lula reiterou que encontros com representantes do setor produtivo e financeiro fazem parte da agenda oficial e da rotina do cargo de Presidente da República.
Enquanto Galípolo optou pelo comparecimento voluntário, o cenário jurídico é distinto para o ex-presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto. Apesar de ter sido convocado pela CPI — modalidade que, diferentemente do convite, exige a presença —, uma decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), garantiu a ele o direito de não comparecer ao depoimento.
Fique bem informado!
Receba gratuitamente as notícias mais importantes do dia direto no seu e-mail
Escolha quais newsletters quer receber
