Jornal da Noite

Eleições 2026: Fernando Schüler analisa definições de chapas e partidos

Cientista político analisa escolha de Alfredo Gaspar por Flávio Bolsonaro e neutralidade do Centrão nas eleições de 2026

Por Redação
REDAÇÃO

08/08/2026 • 00:47 • Atualizado em 08/08/2026 • 00:48

Fernando Schüler

A corrida eleitoral para as eleições presidenciais de 2026 registrou avanços decisivos com a definição das composições de chapas e a consolidação das alianças partidárias. O destaque principal ficou para a escolha do deputado federal por Alagoas, Alfredo Gaspar, como candidato a vice-presidente na chapa liderada pelo senador Flávio Bolsonaro.

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O cientista político Fernando Schüler avaliou que a indicação de Alfredo Gaspar fechou o ciclo de definições das chapas presidenciais. Schüler ponderou sobre os critérios adotados pelas legendas e ressaltou que a escolha de Gaspar responde a um alinhamento dentro do próprio Partido Liberal (PL), resolvendo um impasse político no cenário eleitoral de Alagoas focado no campo da centro-direita.

Ao analisar o desenho das candidaturas majoritárias, Fernando Schüler chamou a atenção para a ausência de coligações amplas no setor de centro-direita. Enquanto a chapa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva mantém a aliança com o vice-presidente Geraldo Alckmin — reproduzindo a composição entre PT e PSB —, outras candidaturas optaram por chapas puras dentro das próprias legendas.

Na visão de Schüler, a real questão da conjuntura política atual é a postura adotada pelos grandes partidos de centro e centro-direita. Legendas como PP, Republicanos, União Brasil, MDB, Cidadania e Podemos não formalizaram apoio nem lançaram nomes para a disputa presidencial no primeiro turno.

Schüler pontuou que os partidos que representam cerca de metade do Congresso Nacional demonstraram incapacidade de definir candidaturas majoritárias para a Presidência da República, um aspecto considerado por ele essencial para a dinâmica democrática. Na avaliação do analista, as legendas se submeteram à divisão e à polarização do cenário político atual.

Para o cientista político, essa postura é reflexo de pressões financeiras e da priorização dada à eleição de bancadas na Câmara dos Deputados. A estratégia visa garantir o alcance de fatias maiores do fundo eleitoral, o que, segundo o cientista político, evidencia um problema estrutural no sistema partidário brasileiro.

Por outro lado, o analista destacou a atuação do PSD sob a liderança do presidente da sigla, Gilberto Kassab. Schüler elogiou o partido por bancar uma posição autônoma e construir uma chapa pura para a disputa presidencial.

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