A família de Walid Khalid Abdalla Ahmad, de 17 anos, está há mais de um mês implorando para que o governo israelense libere o corpo do brasileiro-palestino, que morreu em uma prisão de Israel. A informação foi confirmada pelo Ministério das Relações Exteriores em março.
A Federação Árabe Palestina (Fepal) afirmou que Walid morreu devido à fome, desidratação e complicações de uma infecção e que a saúde do jovem, que não tinha doenças prévias, se agravou por falta de atendimento médico.
Os laudos da autópsia realizada pelas autoridades israelenses foram obtidos por advogados que ajudam a família na tentativa de liberar o corpo.
O pai do jovem apelou às autoridades brasileiras mais de uma vez para pressionarem pela devolução do corpo, para que o adolescente seja enterrado com dignidade, conforme os preceitos da religião islâmica.
O último posicionamento do Itamaraty foi em 25 de março ao confirmar a morte do adolescente. No comunicado, o governo cobrou explicações e transparência de Israel, mas a gestão do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu não deu qualquer justificativa.
O adolescente foi preso em setembro do ano passado, acusado de agredir militares israelenses. Ele morreu sem ser julgado pelos supostos crimes.
Durante uma reunião dos ministros de Relações Exteriores dos países do Brics, que aconteceu no Rio de Janeiro, o chanceler brasileiro Mauro Vieira chegou a destacar que a retomada dos bombardeios israelenses em Gaza e a obstrução da ajuda humanitária são inaceitáveis.
Ontem, foi publicado um comunicado da presidência do grupo, que está com o Brasil, destacando que os ministros reafirmaram que uma solução justa para o conflito só pode ser alcançada por meios pacíficos e depende do cumprimento dos direitos legítimos do povo palestino.
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