Jornal da Noite

Fraudes com biometria facial crescem 28% e somam 2,3 milhões de casos no Brasil

Golpistas usam fotos e documentos para abrir contas e contratar serviços; especialistas alertam para cuidados básicos de segurança

RODRIGO LEITE

29/08/2025 • 00:15 • Atualizado em 29/08/2025 • 00:15

Criada para reforçar a segurança digital, a biometria facial se transforma em alvo de criminosos no Brasil. De janeiro a maio de 2025, o país registra mais de 2,3 milhões de tentativas de fraude envolvendo o uso de documentos e reconhecimento facial, segundo levantamento da Serasa Experian. O número representa alta de 28,3% em relação ao mesmo período do ano anterior, o equivalente a 11 tentativas por minuto.

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As ocorrências envolvem principalmente o uso de selfies ou imagens de documentos pessoais para a abertura de contas bancárias e contratação de empréstimos em nome das vítimas.

Os criminosos simulam contatos de empresas e órgãos públicos para solicitar cadastros ou enviam links maliciosos e QR codes que acionam a câmera do celular, capturando a biometria de forma ilegal.

Golpes se sofisticam com tecnologia

41,2% das tentativas de fraude evitadas por sistemas de autenticação no período estão relacionadas ao uso da biometria facial. Especialistas em segurança digital alertam que os criminosos usam recursos cada vez mais avançados para enganar usuários.

O especialista em Segurança da Informação Mário Toews recomenda atenção especial ao envio de fotos pela internet. Segundo ele, é fundamental verificar a autenticidade dos sites e só compartilhar informações em plataformas oficiais, como o portal gov.br.

O risco também está presente no cotidiano de condomínios residenciais e comerciais, que registram fotografias de visitantes e prestadores de serviço para liberar acesso. Nesses casos, a responsabilidade pela proteção dos dados recai sobre as empresas administradoras.

Angelo Sossela, diretor de Tecnologia da Opus Tech, ressalta que companhias já adotam ferramentas de segurança digital com múltiplas camadas de proteção, reduzindo as chances de vazamento.

Orientações para consumidores e empresas

Entre as principais recomendações dos especialistas estão: não enviar fotos do rosto por aplicativos de mensagens, desconfiar de cadastros inesperados, recusar pedidos de dados vindos de contatos desconhecidos e realizar o cadastro biométrico apenas em sites e aplicativos oficiais.

Empresas que coletam informações pessoais também são orientadas a investir em soluções de autenticação mais robustas e em monitoramento constante para evitar que dados capturados por criminosos sejam utilizados em golpes.

Texto gerado artificialmente e revisado por Band.com.br.

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