O Hamas aceitou o acordo para o seu desarmamento anunciado pelo presidente americano, Donald Trump, mas impôs condições para cumpri-lo. O entendimento é uma etapa do plano de paz assinado no ano passado e, segundo Trump, prevê que o Hamas deixe o comando da Faixa de Gaza, abrindo caminho para a criação de um novo governo palestino no território arrasado por bombardeios israelenses.
Ghazi Hamad, membro da delegação de negociação do Hamas, afirmou à agência Reuters que o grupo está disposto a entregar as armas, desde que Israel cumpra a sua parte e retire as tropas de Gaza.
Entre as exigências estão o fim dos ataques israelenses e a ampliação da entrada de ajuda humanitária, condições previstas no cessar-fogo firmado no ano passado.
O governo israelense respondeu que só deixará o enclave se o Hamas se desarmar antes — uma ordem inversa à defendida pelo grupo palestino. O impasse sobre quem deve dar o primeiro passo é justamente o principal obstáculo à implementação do acordo.
Ainda assim, Trump afirmou que o governo de Benjamin Netanyahu está "muito satisfeito" com o entendimento, embora o próprio premiê israelense ainda não tenha se manifestado publicamente sobre o anúncio.
O acordo foi apresentado por Trump como um passo "histórico" rumo à paz e prevê uma execução em fases: à medida que o desarmamento avança, as forças israelenses se retirariam, e uma força internacional de estabilização atuaria ao lado de uma nova polícia palestina para garantir a segurança em Gaza.
O plano faz parte da iniciativa de 20 pontos costurada pelos Estados Unidos para encerrar a guerra, que começou em outubro de 2023 e deixou dezenas de milhares de mortos.
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