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Trump anuncia 'desarmamento total' da Faixa de Gaza: 'Passo monumental'

Anúncio é apresentado como marco do plano de 20 pontos e prevê saída de tropas israelenses

Da redação
DA REDAÇÃO

30/07/2026 • 19:42 • Atualizado em 30/07/2026 • 19:59

Donald Trump

Donald Trump

REUTERS/Evan Vucci

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta quinta-feira (30) o que classificou como um acordo "histórico" para o desarmamento completo do Hamas e de outros grupos armados na Faixa de Gaza, buscando uma paz duradoura na região.

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O anúncio marca um ponto de virada significativo na implementação do "Plano de 20 Pontos de Trump". Segundo o comunicado, o acordo prevê que a Faixa de Gaza passe a ser governada por uma nova administração palestina, focada em servir o seu povo e em colaborar diretamente com o Conselho da Paz .

Um dos pilares centrais deste compromisso é a garantia da segurança de Israel, assegurando que o território de Gaza deixará de ser utilizado como base para ataques terroristas. Segundo anúncio de Trump, o processo será executado em fases estruturadas:

  • Desarmamento: Conclusão do desarmamento total do Hamas e grupos aliados;
  • Retirada: Saída das forças israelitas à medida que o desarmamento é verificado;
  • Estabilização: Entrada em funções de uma Força Internacional de Estabilização, que trabalhará em conjunto com uma nova força policial palestiniana para garantir a segurança dos residentes e das fronteiras vizinhas.

O Hamas anunciou no início do mês a dissolução do seu governo na Faixa de Gaza após quase 20 anos e sinalizou estar pronto para entregar o poder a um grupo de tecnocratas palestinos.A promessa do grupo de extinguir o órgão que supervisiona os ministérios foi uma parte do plano para uma Gaza pós-guerra, elaborado por Donald Trump, após o início de um frágil cessar-fogo com Israel em outubro.

Diplomacia e Contexto

Trump sublinhou o contraste entre a situação atual e o cenário de um ano atrás, segundo ele, marcado por uma "guerra violenta, crise humanitária e reféns mantidos em cativeiro brutal". Trump garantiu ainda que os atentados de 7 de outubro de 2023, do Hamas contra Israel, não terá permissão para voltar a acontecer.

No comunicado, o presidente norte-americano também agradeceu os mediadores internacionais --especificamente Egito, Qatar e Turquia-- e à sua equipa de trabalho pelo esforço contínuo que permitiu este avanço. "Parabéns a todos por este acordo incrível, que todos diziam que nunca poderia ser alcançado", concluiu.