A Polícia Civil investiga um caso de agressão registrado contra uma faxineira dentro de uma lanchonete em Valparaíso de Goiás, município localizado no entorno do Distrito Federal. Imagens das câmeras de segurança do estabelecimento flagraram o momento em que um cliente desfere um tapa na vassoura da funcionária, dá um chute e, em seguida, empurra a vítima, que cai no chão.
O caso aconteceu enquanto a profissional realizava a limpeza do ambiente. Segundo o relato da funcionária, que prefere não se identificar por medo de retaliações, o agressor agiu de forma ríspida ao exigir que ela se afastasse do local. Ao pedir respeito ao cliente, a vítima foi agredida fisicamente.
A trabalhadora registrou boletim de ocorrência e passou por exame de corpo de delito, que atestou ferimentos em um dos braços.
Criança pediu desculpas pela atitude do pai
A agressão ocorreu na presença de três crianças que acompanhavam o homem no estabelecimento. De acordo com o depoimento da vítima, a atitude de uma das meninas chamou a atenção logo após o ataque. A criança começou a chorar e retornou ao local para pedir desculpas pela conduta do responsável antes de ele deixar o local.
O agressor foi identificado pelas autoridades como Jhoann Vieira de Freitas, de 42 anos. Ele é investigado pelo crime de lesão corporal. Em nota oficial, a rede de lanchonetes informou que repudia qualquer tipo de violência e ressaltou que a funcionária terceirizada recebeu atendimento imediato após o ocorrido.
Casos recorrentes na região
A violência contra trabalhadores do setor de alimentação tem registrado episódios recentes no Distrito Federal e arredores. Em maio, imagens de segurança de um drive-thru em Brasília flagraram uma cliente agredindo uma atendente por conta de um erro na montagem de um sanduíche. A agressora, funcionária de um escritório da Organização das Nações Unidas (ONU), foi afastada do cargo e responde judicialmente por lesão corporal.
Campanha Band Não Se Cala
O Grupo Bandeirantes lançou nesta semana a campanha "Band Não Se Cala" para reforçar a conscientização e o incentivo às denúncias de agressões, estupros e feminicídios em todo o Brasil. A mobilização pretende engajar a sociedade no acolhimento às vítimas e no enfrentamento da impunidade.
A cada 30 segundos, uma mulher aciona a Polícia Militar para pedir socorro no país. Além disso, as estatísticas indicam o registro de um estupro a cada 6 minutos e um feminicídio a cada 6 horas no Brasil. O quadro expõe uma rotina marcada pelo medo, pela solidão e pelo silêncio das vítimas.
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