O preço do petróleo voltou a disparar, e o risco vai crescendo conforme a cotação acelera. Hoje o barril do Brent se aproximou de US$ 90 e fechou em US$ 88 — na semana, as cotações deram um salto em torno de 15%.
Nos postos, os preços médios se mantiveram estáveis nesta semana, segundo pesquisa da Agência Nacional do Petróleo: a gasolina em R$ 6,58 e o diesel em R$ 6,94. Mas há dois pontos de atenção. Primeiro: esses valores não voltaram aos preços anteriores. E segundo: trata-se de uma média.
Um especialista diz que a região Sul e parte do Sudeste são mais beneficiadas, porque são abastecidas principalmente pelas refinarias da Petrobras, que têm segurado os preços — em parte compensados pelos subsídios do governo e também pelo aumento de receitas com mais produção e exportação de petróleo.
Por outro lado, nas regiões Norte e Nordeste, os preços acabam subindo, porque dependem mais das refinarias privadas, que seguem mais de perto as cotações internacionais.
Então, por enquanto, a pressão inflacionária está contida. Mas há preocupação com uma eventual piora do conflito no Oriente Médio, que pode empurrar o petróleo para cima e, com ele, os preços que chegam ao consumidor.
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