O novo presidente da Colômbia, Abelardo de La Espriella, tomou posse nesta sexta-feira com um discurso focado no combate implacável ao crime organizado e ao narcotráfico. Pela primeira vez na história, a cerimônia não ocorreu no Parlamento, na capital Bogotá, mas na cidade de Cali — uma mudança feita a pedido do próprio mandatário sob a justificativa de "descentralizar o poder".
A solenidade contou com um forte esquema de segurança, mobilizando mais de 11 mil agentes, e reuniu diversos líderes da direita sul-americana, como Javier Milei (Argentina), Santiago Peña (Paraguai) e Daniel Noboa (Equador). O Brasil foi representado pelo ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira.
Megapresídios e guinada à direita
Em seu primeiro discurso oficial, o advogado e empresário de 47 anos anunciou uma ofensiva imediata contra organizações criminosas e projetou a construção de megapresídios de segurança máxima no território colombiano.
A posse marca uma guinada política no país após o término do mandato do esquerdista Gustavo Petro. Com a entrada do novo chefe de Estado, a expectativa é de uma reaproximação diplomática e econômica direta entre a Colômbia e o governo norte-americano de Donald Trump.
De La Espriella venceu o pleito presidencial em junho, após uma disputa acirrada no segundo turno contra o candidato de esquerda Iván Cepeda.
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