
Policial da Rota Henrique Velozo
Reprodução
O julgamento do tenente da Rota Henrique Velozo foi suspenso nesta quinta-feira (22), após pedido da defesa do agente. Ele é acusado de matar o lutador de jiu-jitsu Leandro Lo, após uma briga em um clube de show em São Paulo, em 2022. Leandro foi atingido com um tiro na cabeça. No depoimento, o PM disse que levou um golpe de Leandro que o deixou inconsciente. Em nota, os advogados do policial afirmam que a Justiça acatou um pedido da defesa de Correição Parcial. A defesa aponta que houve grave nulidade processual, após o juiz determinar de forma unilateral às vésperas do julgamento, a exclusão dos assistentes técnicos da defesa, que estavam previamente autorizados a participar do julgamento.
Relembre o caso
Leandro Lo foi morto com um tiro na cabeça após se envolver em uma briga com o tenente Henrique Velozo, na casa de shows do Clube Sírio em São Paulo. No depoimento, o PM disse que levou um golpe de Leandro que o deixou inconsciente.“Ele fez uma transição para minhas costas e efetuou um mata-leão, que é um estrangulamento pelas costas, utilizando já o braço inteiro. Nesse momento, eu já apaguei, tive hipóxia, provavelmente. Poucos momentos após eu recobrei a consciência. Nesse momento, um amigo dele ainda tentou tomar minha arma, outro aparentemente da minha altura”, disse o PM em depoimento.Logo após atirar no lutador, o policial foi até uma casa noturna, em outro ponto da cidade. Ele entra tranquilamente. Depois, sai acompanhado de uma garota de programa.A defesa sustenta a tese de legítima defesa. Para os advogados da família de Leandro, o PM agiu com extrema frieza.“Se ele realmente age em legítima defesa, qual seria a atitude de um oficial da PM? Chamar seu superior, pedir socorro para a vítima? Mas não”, afirmou o advogado da família da vítima, Adriano Sales.
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