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Justiça mantém a prisão de um dos suspeitos de matar o ator Jeff Machado

Além de confessar a participação no crime, Jeander acusou o produtor Bruno Rodrigues, então amigo de Jeff, de ter cometido o assassinato

Édrian Santos
ÉDRIAN SANTOS

04/06/2023 • 20:53 • Atualizado em 04/06/2023 • 20:54

Justiça mantém prisão de Jeander Vinicius, suspeito da morte de Jeff Machado

Justiça mantém prisão de Jeander Vinicius, suspeito da morte de Jeff Machado

Reprodução

Em audiência de custódia na tarde deste domingo (4), a Justiça do Rio de Janeiro manteve a prisão do garoto de programa Jeander Vinicius da Silva Braga, um dos suspeitos da morte do ator Jeff Machado. A decisão é do juiz Diego Fernandes Silva Santos.

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Jeff desapareceu em janeiro deste ano. O corpo dele foi encontrado pela polícia no dia 22 de maio, dentro de um baú que pertencia ao ator numa cova concretada, em Campo Grande, na zona Oeste do Rio de Janeiro.

Jeander acusa Bruno

Além de confessar a participação no crime, Jeander acusou o produtor Bruno Rodrigues, então amigo de Jeff, de ter cometido o assassinato. No depoimento, após a prisão, disse que o ator foi dopado e morto com um fio de telefone.

Por meio de uma carta, Bruno também confessou o crime. A Justiça decretou a prisão temporária dele, mas o paradeiro dele segue sem pistas. Por conta disso, o produtor é considerado foragido. Os dois suspeitos responderão por homicídio qualificado e ocultação de cadáver.

Golpe de R$ 20 mil

A polícia acredita que o crime foi premeditado por motivações financeiras. A intenção dos suspeitos era dividir os lucros com a venda dos bens de Jeff, possivelmente morto após descobrir que foi vítima de um suposto golpe.

“A motivação seria exclusivamente financeira, diante do valor que o Jefferson teria pago essa vaga na novela [prometida por Bruno], um valor de cerca de R$ 20 mil”, explicou a delegada Elen Souto.

Testemunhas informaram que Bruno trabalhou como produtor em outras emissoras. O suspeito foi demitido de uma delas após a empresa descobrir que ele oferecia participações em programas mediante pagamentos, o que a contratante proibia.