
Marcola
Brasil Urgente
A 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Ceará (TJ-CE) negou um recurso do Ministério Público e manteve a absolvição de nove acusados investigados por suposta participação em uma organização criminosa e exploração do jogo do bicho. Entre os acusados estava Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho, sobrinho de Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, líder do Primeiro Comando da Capital (PCC).
O caso envolve suspeitas de que os réus integrariam uma estrutura ligada à facção, com atuação em loterias, por meio de empresas.
Apesar das alegações do MP, o colegiado concluiu que não há provas suficientes para comprovar a participação do grupo nos crimes. De acordo com o relator, desembargador Benedito Helder Afonso Ibiapina, os elementos apresentados pelo Ministério Público são genéricos, baseados em inferências e não demonstram, de forma individualizada, o vínculo dos réus com uma organização criminosa.
Leonardo já estava solto desde o ano passado, depois de ser absolvido junto em primeira instância.
O processo é um desdobramento da Operação Primma Migratio, de abril de 2024. À época, a investigação indicava a existência de um suposto grupo com movimentação de grandes quantias de dinheiro e uso de empresas de loteria e apostas para financiar atividades ilegais e lavar dinheiro.
Defesa
Em nota, a defesa de Leonardo Camacho, feita pelo advogado Bruno Ferullo, afirmou que o julgamento confirmou, mais uma vez, a inexistência de provas concretas contra o cliente.
“O Tribunal, ao confirmar a decisão de primeiro grau, reconheceu novamente que as acusações formuladas jamais encontraram respaldo em provas concretas, evidenciando a inexistência de elementos aptos a sustentar qualquer condenação. A decisão reafirma o acerto do julgamento absolutório e destaca a importância da observância do devido processo legal e da preservação das garantias fundamentais”, diz Ferullo, completando:
“A defesa reitera que seguirá firme na busca pela reparação dos danos decorrentes da exposição indevida e do período de quase um ano e meio de prisão injusta, que causou profundo sofrimento a Leonardo e a seus familiares.”
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