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Justiça revoga prisão preventiva de argentina acusada de injúria racial

Ela havia sido presa na manhã de sexta-feira (6) por decisão judicial

da redação com agência brasil
DA REDAÇÃO COM AGÊNCIA BRASIL

07/02/2026 • 08:08 • Atualizado em 07/02/2026 • 08:08

Turista argentina proferiu insultos racistas no Rio de Janeiro

Turista argentina proferiu insultos racistas no Rio de Janeiro

Reprodução/Band

A Justiça do Rio de Janeiro revogou, nesta sexta-feira (6), a prisão preventiva da argentina Agostina Paez, acusada de ter cometido ofensas racistas contra quatro funcionários de um bar em Ipanema, na Zona Sul da capital fluminense. Ela já foi liberada.

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A turista argentina foi presa pela manhã em cumprimento a um mandado de prisão preventiva expedido pela 37ª Vara Criminal da capital. Ela foi localizada em um apartamento alugado na Vargem Pequena.

Como o processo está em segredo de Justiça, a assessoria do Tribunal de Justiça limitou-se a informar que “a ordem de prisão preventiva foi revogada pelo juízo de primeira instância".

Relembre o caso

O crime ocorreu no dia 14 de janeiro, quando uma das vítimas compareceu à delegacia e relatou ter sido alvo de xingamentos de cunho racial durante uma discussão envolvendo o pagamento da conta do estabelecimento.

Conforme apurado, a turista apontou o dedo para o trabalhador, utilizou a palavra mono, que significa macaco em espanhol, e passou a imitar gestos e reproduzir sons do animal.

As condutas criminosas foram registradas em vídeo pela própria vítima e confirmadas após análise das imagens de câmeras de segurança.

Ao longo da apuração, conforme a Polícia Civil, agentes ouviram testemunhas e reuniram elementos probatórios que permitiram esclarecer completamente a dinâmica dos fatos.

Antes de decretar a prisão preventiva, a Justiça do Rio, a pedido do Ministério Público, já tinha proibido a denunciada de deixar o país, reteve o passaporte dela e determinou o uso de tornozeleira eletrônica.

‘Desesperada’

Nessa quinta-feira (5), em uma publicação no Instagram, Agostina diz que recebeu a notificação da prisão por perigo de fuga e disse que estava usando a tornozeleira eletrônica e estava à disposição da polícia. “Estou desesperada, estou morta de medo”.

Na ação, consta que a versão apresentada pela denunciada é que os gestos teriam sido meras brincadeiras dirigidas às amigas.

O crime de injúria racial - previsto no artigo 2º-A, caput, da Lei nº 7.716/89 - prevê pena de prisão de dois a cinco anos.

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