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Líder do PL diz que Ramagem pode renunciar ao mandato

A permanência de Ramagem no mandato é considerada estratégica para o avanço do pedido de asilo político

Da redação
DA REDAÇÃO

15/12/2025 • 15:30 • Atualizado em 15/12/2025 • 15:39

Carolina Antunes/PR

O líder do PL na Câmara dos Deputados, Sóstenes Cavalcante (RJ), afirmou que o deputado Alexandre Ramagem (PL-RJ), condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e atualmente foragido, admitiu a possibilidade de renunciar ao mandato em 2026. Apesar disso, Sóstenes disse que atuará para manter o correligionário no cargo neste ano.

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Segundo o parlamentar, a permanência de Ramagem no mandato é considerada estratégica para o avanço do pedido de asilo político apresentado por ele aos Estados Unidos.

“Vou pedir ao Colégio de Líderes que a situação do Ramagem não entre na pauta. Falei com ele há pouco, e ele disse que até pode considerar uma renúncia no próximo ano. Está em tramitação um pedido de asilo político nos Estados Unidos e, por isso, para ele é importante manter o mandato”, declarou.

A avaliação do PL é semelhante à feita no caso da ex-deputada federal Carla Zambelli (PL-SP): o partido acredita que não há votos suficientes no plenário para aprovar a cassação de Ramagem.

No início de maio, a Câmara aprovou a sustação da ação penal contra o deputado por 315 votos a favor e 143 contrários. O relator da proposta, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), argumentou que a Constituição permite a suspensão de uma “ação penal” sem restringir seus efeitos a outros denunciados.

Na última quarta-feira (10), o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), notificou Ramagem e o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) por meio de edital para que se manifestem nos processos que podem resultar na cassação de seus mandatos. Ambos estão atualmente nos Estados Unidos.

No caso de Ramagem, o processo de cassação tem como base o fato de ele estar foragido da Justiça e ter sido condenado com sentença transitada em julgado. O ex-delegado da Polícia Federal foi condenado pelo STF à perda do mandato e a 16 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado.

*Com informações do Estadão Conteúdo.