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Líder Supremo do Irã publica charge de Trump como sarcófago em deterioração

No texto que acompanha a imagem, o aiatolá ressalta que esses governantes ‘foram derrubados quando estavam no auge de seu orgulho’

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DA REDAÇÃO COM ESTADÃO CONTEÚDO

12/01/2026 • 10:28 • Atualizado em 12/01/2026 • 10:33

Líder do Irã publica charge de Trump como sarcófago

Líder do Irã publica charge de Trump como sarcófago

Reprodução/X/Khamenei_fa

O Líder Supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, usou as redes sociais para publicar uma charge que retrata o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, como um sarcófago em deterioração.

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A publicação, feita no domingo (11), faz uma comparação com figuras históricas conhecidas pelo poder absoluto, como faraós egípcios e os xás iranianos.

No texto que acompanha a imagem, o aiatolá ressalta que esses governantes "foram derrubados quando estavam no auge de seu orgulho".

Segundo ele, líderes que governam com arrogância e julgam o mundo costumam ser depostos, citando Trump como exemplo futuro. "Este também será deposto", disse.

Ainda no domingo, Trump declarou que a liderança do Irã procurou o governo americano para buscar "negociações", após ameaças reiteradas de intervenção militar caso Teerã continuasse a reprimir protestos no país. "Uma reunião está sendo organizada. Eles querem negociar", disse. O presidente, no entanto, afirmou que os Estados Unidos "talvez tenham de agir antes de uma reunião".

Mais cedo, o governo iraniano afirmou que atacaria alvos militares e navios dos EUA no caso de um ataque dos Estados Unidos em apoio aos manifestantes, segundo o presidente do parlamento.

Os protestos no país começaram após o aumento do custo de vida, mas rapidamente se transformaram em um desafio direto ao regime teocrático instaurado no país desde a Revolução Islâmica de 1979. Apesar de um bloqueio da internet que já dura vários dias, vídeos divulgados nas redes sociais mostram grandes manifestações em Teerã e em outras cidades.

O número de mortos nos protestos em quase duas semanas subiu para mais de 500, segundo uma ONG que monitora a situação no país.