
Lula e Trump
Ricardo Stuckert / PR
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) viaja nesta quarta-feira (6) para os Estados Unidos, onde se encontrará com o presidente americano Donald Trump. O petista deve chegar a Washington nesta noite e a reunião deve acontecer na quinta-feira (7). Um viagem bem curta. Lula volta a Brasília na sexta.
Com este encontro, o presidente brasileiro busca uma agenda positiva e mostrar que tem força política depois de ter sofrido duas grandes derrotas no Congresso: a derrubada do veto do PL da Dosimetria e a rejeição pelo Senado de Jorge Messias para ministro do STF, uma de suas maiores derrotas políticas.
Na pauta do encontro com Trump, as investigações dos Estados Unidos por supostas práticas desleais de comércio do Brasil que podem levar a um novo tarifaço americano sobre produtos; a cooperação internacional para o combate ao crime organizado, o governo brasileiro quer mostrar iniciativa e que o Brasil tem todo interesse em combater o crime organizado com os Estados Unidos, e assim afastar a possibilidade da Casa Branca classificar organizações criminosas no Brasil como grupos terroristas. O governo brasileiro teme que a medida possa levar a ingerências no território nacional.
A situação política na Venezuela e impactos na América do Sul também entra em pauta, assim como Oriente Médio e os ataques que o Líbano vem sofrendo.
Para essas negociações, o governo brasileiro tem um trunfo chamado “terras raras”. Minerais estratégicos para a economia do século XXI, usados em motores de carros eltricos, chips de computadores e celulares, satélites, foguetes, mísseis, equipamentos médicos e uma lista enorme de dispositivos de última geração.
Todo o mundo está dependente da China neste quesito que possui as maiores reservas mundiais destes minerais críticos e domina até 90 por cento do refino global . O Brasil pode ser uma alternativa à Pequim já que possui a segunda maior reserva do mundo destas matérias primas.
Nosos país ainda explora muito pouco este potencial. Recentemente essa situação começou a mudar. Vários países do mundo negociam investimentos no Brasil e os Estados Unidos querem se posicionar em primeiro lugar. Inclusive é prevista a votação hoje no congresso do projeto que cria a política nacional de minerais críticos que deverá dar condições para atrair investimentos no país.
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