O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) embarca para os Estados Unidos na tarde desta quarta-feira (6), onde deverá se reunir com o presidente americano, Donald Trump. O encontro, que acontecerá em meio a um histórico turbulento entre os dois líderes, está previsto para quinta-feira (7).
Segundo a agenda de Lula, ele embarcará às 13h na Base Aérea de Brasília, com previsão de chegada a Washington, nos EUA, por volta das 20h10.
Um funcionário da Casa Branca afirmou, à agência AFP, que “o presidente Trump receberá o presidente Lula para uma visita de trabalho e que eles ”discutirão questões econômicas e de segurança de interesse comum".
Também há a expectativa de que o encontro aborde assuntos como barreiras tarifárias, acesso a terras raras e investigações comerciais, além de discussões sobre segurança pública, incluindo a possibilidade de classificar facções brasileiras como organizações terroristas.
Nos últimos meses, o presidente americano tem sinalizado disposição para encerrar a animosidade com Lula – estimulada por aliados da família Bolsonaro –, mas o terreno de negociação entre os dois governos continua pouco alinhado.
Encontro em clima eleitoral
O governo brasileiro parece empenhado em evitar um clima de tensão às vésperas da eleição presidencial. Apesar de amplamente noticiada, a viagem demorou a ser oficializada, um gesto incomum e que analistas leem como receio de um possível cancelamento de última hora.
No início do ano, Lula chegou a anunciar que iria aos Estados Unidos em março, o que acabou não ocorrendo devido à guerra no Irã.
O contato mais recente entre Lula e Trump —um encontro rápido durante um evento na Malásia, seguido de uma curta ligação em janeiro— rendeu ao brasileiro avanços pontuais, como a derrubada de sanções contra autoridades e alívio em tarifas comerciais.
Agora, porém, o cenário é mais sensível para o petista: em meio a um ambiente pré‑eleitoral acirrado, a pauta americana ganhou peso no debate doméstico. Há um receio em Brasília de que Trump queira se envolver mais ativamente na disputa eleitoral brasileira. Lula tem reforçado o discurso de soberania nacional diante do ímpeto intervencionista de Trump, ao mesmo tempo em que tenta sinalizar abertura ao diálogo.
Fique bem informado!
Receba gratuitamente as notícias mais importantes do dia direto no seu e-mail
Escolha quais newsletters quer receber

