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Exigências dos EUA são 'impossíveis e inalcançáveis', diz presidente do Irã

Masoud Pezeshkian criticou a combinação de pressão militar com expectativa de negociação

Da redação
DA REDAÇÃO

05/05/2026 • 16:38 • Atualizado em 05/05/2026 • 16:38

Irã

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Majid Asgaripour/WANA/Reuters

O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, afirmou nesta terça-feira (5) que as exigências dos Estados Unidos são "impossíveis e inalcançáveis" e criticou a combinação de pressão militar com expectativa de negociação.

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Em conversa telefônica com o primeiro-ministro designado do Iraque, Ali Faleh al-Zaidi, o líder iraniano disse que "o diálogo é possível se for conduzido de forma lógica", mas alertou que "ameaças e intimidação não levarão a lugar algum".

Segundo comunicado oficial, divulgado via Telegram, Pezeshkian afirmou que o Irã já foi alvo de ataques durante negociações anteriores e que há atualmente mobilização militar e ameaças na região. Ele também pediu que autoridades iraquianas, em contatos com Washington, recomendem a retirada de ameaças militares do Oriente Médio.

O presidente reiterou que o programa nuclear iraniano tem fins pacíficos e que Teerã está disposto a oferecer garantias dentro das normas internacionais, mas não aceitará imposições externas. "Não buscamos guerra", disse, ao defender a via diplomática para resolver divergências, inclusive no Golfo.

Pezeshkian também declarou que o Irã está preparado para resolver disputas com países islâmicos e enfatizou a importância da unidade regional. No diálogo com Bagdá, afirmou que o país vizinho é "mais do que um vizinho, mas um irmão", reiterando apoio ao governo iraquiano e disposição para ampliar a cooperação bilateral.

Do lado iraquiano, al-Zaidi afirmou que pretende elevar as relações com Teerã a um "nível excepcional" e disse que o Iraque está pronto para sediar negociações entre Irã e EUA. Ele destacou que divergências entre os dois países devem ser resolvidas por meio do diálogo, e não pela força, e expressou esperança de avanço na estabilidade regional com maior cooperação.

Conflito

Os dois países estão em conflito desde 28 de fevereiro, quando os governos de Estados Unidos e Israel atacaram o Irã, matando o líder supremo do país, Ali Khamenei. Trump chegou a afirmou que a ação militar seria rápida, mas as negociações de paz não têm tido avanço concreto.

No último sábado (2), Trump afirmou que analisaria uma nova proposta iraniana, mas disse duvidar que ela leve a um acordo. O governo iraniano já mandou duas propostas de acordo, mas em ambas o país tratou apenas dos bloqueios ao Estreito de Ormuz e não sobre o programa nuclear do país.

Ormuz é uma das rotas marítimas mais estratégicas do mundo, por onde passa cerca de 20% do petróleo comercializado globalmente. A região tornou-se um dos principais pontos de tensão nas negociações, já que os EUA defendem a reabertura total da via, enquanto o Irã busca ampliar seu controle sobre a navegação e cogita impor restrições ou taxas para embarcações que cruzem a área.

Com Estadão Conteúdo

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