
Estreito de Ormuz
REUTERS/Dado Ruvic/Illustration
Um navio de guerra dos Estados Unidos foi atingido, nesta segunda-feira (4), por dois mísseis na região do Estreito de Ormuz, segundo a agência de notícias iraniana Fars. A informação foi negada pelo Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM, na sigla em inglês).
Citando fontes locais, a agência informou que o navio norte-americano ignorou o aviso das forças iranianas. A embarcação foi atingida perto da ilha de Jask.
Porém, o CENTCOM, em publicação na plataforma X, antigo Twitter, nenhum navio da marinha dos Estados Unidos foi atingido na região.
“Nenhum navio da Marinha dos EUA foi atingido. As forças dos EUA estão apoiando o Projeto Liberdade e fazendo cumprir o bloqueio naval aos portos iranianos”, escreveu o órgão.
Mais cedo, a agência estatal afirmou, citando o porta-voz da Guarda Revolucionária iraniana, que embarcações que violarem as diretrizes de trânsito do Irã no Estreito de Ormuz seriam detidas à força.
O caso acontece um dia depois do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, dizer que Washington iria guiar navios presos no estreito a partir desta segunda-feira.
Segundo o presidente norte-americano, países do mundo inteiro que não estão envolvidos na guerra do Oriente Médio pediram ajuda para a liberação dos navios. “Eles são apenas espectadores neutros e inocentes!”, argumentou.
“Para o bem do Irã, do Oriente Médio e dos Estados Unidos, informamos a esses países que guiaremos seus navios com segurança para fora dessas vias navegáveis restritas, para que possam seguir com suas atividades livremente”, escreveu.
Negociações para fim da guerra
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que irá revisar a proposta apresentada pelo Irã para encerrar a guerra no Oriente Médio, mas demonstrou dúvidas quanto à viabilidade de um acordo. A proposta de Teerã foi encaminhada à Washington na sexta-feira (1º), por meio do Paquistão.
"Em breve vou revisar o plano que o Irã acabou de nos enviar, mas não posso imaginar que seria aceitável, pois eles ainda não pagaram um preço alto o suficiente pelo que fizeram à humanidade e ao mundo nos últimos 47 anos", afirmou.
Fique bem informado!
Receba gratuitamente as notícias mais importantes do dia direto no seu e-mail
Escolha quais newsletters quer receber

