
Lula e Trump em outubro de 2025
Ricardo Stuckert / PR
Resumo
Acordo entre presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump prevê encontro em Washington em março, com baile de gala em homenagem ao brasileiro, acertado em conversa telefônica de 50 minutos.
Diálogo entre líderes abordou relação bilateral, temas econômicos positivos para Brasil e Estados Unidos, retirada de tarifas sobre produtos brasileiros e propostas para ampliar cooperação no combate ao crime organizado, incluindo lavagem de dinheiro e tráfico de armas.
Discussão incluiu convite ao Brasil para o Conselho da Paz, defesa de reforma na ONU e ampliação do Conselho de Segurança, além de troca de impressões sobre Venezuela, preservação da estabilidade regional e agenda de viagens de Lula à Índia e Coreia do Sul antes da visita aos EUA.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve viajar a Washington em março para um encontro com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que pretende oferecer um baile de gala em homenagem ao brasileiro. A visita foi acertada durante conversa telefônica de cerca de 50 minutos entre os dois líderes, realizada nesta segunda-feira (26).
Segundo o Palácio do Planalto, Lula e Trump trataram de temas da relação bilateral e de assuntos da agenda internacional. Durante o diálogo, trocaram informações sobre indicadores econômicos de Brasil e Estados Unidos, avaliados como positivos. Trump afirmou que o crescimento das duas economias é benéfico para a região como um todo.
Os dois presidentes também destacaram o bom relacionamento construído nos últimos meses, que resultou no levantamento de parte relevante das tarifas aplicadas a produtos brasileiros.
Na conversa, Lula reiterou proposta encaminhada ao Departamento de Estado, em dezembro, para ampliar a cooperação no combate ao crime organizado.
O presidente brasileiro defendeu o fortalecimento da parceria no enfrentamento à lavagem de dinheiro e ao tráfico de armas, além do congelamento de ativos de organizações criminosas e do intercâmbio de dados sobre transações financeiras. A iniciativa, segundo a nota oficial, foi bem recebida por Trump.
Ao comentar o convite para que o Brasil participe do chamado Conselho da Paz, Lula propôs que o órgão se limite à discussão sobre Gaza e preveja assento para a Palestina. Nesse contexto, voltou a defender uma reforma abrangente da Organização das Nações Unidas, com a ampliação do número de membros permanentes do Conselho de Segurança.
Lula e Trump também trocaram impressões sobre a situação na Venezuela. O presidente brasileiro ressaltou a importância de preservar a paz e a estabilidade regional e de atuar em favor do bem-estar da população venezuelana.
A visita a Washington ocorrerá após a viagem de Lula à Índia e à Coreia do Sul, prevista para fevereiro. A programação oficial ainda será definida nas próximas semanas.
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