
Luto e esperança no 2º ano do ataque do Hamas a Israel
Foto: Reuters
No terceiro 7/10 desde 2023, a guerra de dois anos entre Israel e Gaza nunca esteve tão perto de acabar, embora a tragédia humana para judeus e palestinos vá perdurar por gerações.
A guerra se estendeu ao Líbano, Irã, Síria, Iêmen e Cisjordânia, produzindo mudanças geopolíticas que estão tendo consequências, principalmente na órbita iraniana e síria.
Os rebeldes iemenitas Houthis dispararam, hoje, quatro drones intercalados contra Israel, que os abateu. Foi como saudaram o 7/10. Mas, mundo afora, as lembranças pesarosas pouparam os israelenses das críticas diárias pela brutalidade da retaliação em Gaza, iniciada com massacre pelo Hamas de 1.200 pessoas, mortandade jamais contabilizada desde o holocausto nazista. Com um porém: a maioria dos líderes acrescenta a necessidade da fundação da Palestina.
Disse a presidente da Comissão da União Europeia, Ursula von der Leyen: “Nunca esqueceremos o horror do ataque do Hamas e a dor que causaram às vítimas inocentes, suas famílias e ao povo de Israel... Este momento deve ser aproveitado para abrir o caminho para uma paz duradoura na região, baseada numa solução de dois estados”.
E Emmanuel Macron, presidente francês: “Não esqueceremos. Reitero o apelo da França: libertem todos os reféns, e um cessar-fogo deverá ser estabelecido, sem adiamentos”.
E Giorgia Meloni, primeira-ministra da Itália, condenou “o massacre perpetrado por terroristas do Hamas contra milhares de civis israelenses indefesos e inocentes, incluindo mulheres e crianças”. Para ela, o 7/10 se tornou “uma das páginas mais sombrias da história”, mas a resposta militar de Israel “foi além de qualquer princípio de proporcionalidade, ceifando muitas vidas inocentes entre a população civil de Gaza”.
E Keir Starmer, primeiro-ministro britânico: “O tempo não diminui o mal que vimos naquele dia (7/10/2023). Desde então, muitos têm vivido um pesadelo. Nossa prioridade no Oriente Médio continua a mesma: libertar os reféns, aumentar o envio de ajuda humanitária para Gaza e garantir um cessar-fogo que possa levar a uma paz justa e duradoura, como um passo em direção a uma solução de dois Estados: um Israel seguro e protegido, ao lado de um Estado palestino viável.”
O secretário de Estado Marco Rubio reafirmou o apoio “inabalável” dos Estados Unidos “ao direito de Israel de existir, de se defender e de garantir a segurança de seu povo”.
O primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu afligiu os familiares dos reféns ao baixar para 46 o número de 48 cativos vivos ou mortos em Gaza, como já o fez o presidente Donald Trump em duas diferentes ocasiões. Eles saberão algo ainda não público? Bibi, o apelido do premiê, corrigiu depois a conta, deixando dúvidas que provocaram pedidos urgentes de reunião do Fórum dos Familiares dos Reféns e Desaparecidos.
Uma nova sondagem de opinião publica foi divulgada nesta terça-feira em Israel. Por ela, 66% dos israelenses acham que a guerra deve acabar — 13% a mais de uma sondagem de 2024; e 27% apoiam a continuação da guerra. A maioria de quem pertence ao centro do leque político israelense, ou 66%, quer que Bibi renuncie, e a porcentagem sobe para 88% quando os respondentes são de esquerda.
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