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Milei quer feriado nacional para comemorar "conquista" da Argentina na Copa

Presidente condiciona dia de descanso à escolha da delegação e prepara operação de segurança em Buenos Aires

Deutsche Welle
DEUTSCHE WELLE

20/07/2026 • 09:47 • Atualizado em 20/07/2026 • 09:48

Após a derrota da Argentina para a Espanha na final da Copa, o presidente argentino, Javier Milei, anunciou no domingo (19) que pretende decretar um feriado nacional para que os torcedores do país possam comemorar com os jogadores.

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"Diante do interesse em relação às celebrações pela conquista da seleção argentina, informo ao público que, dependendo do dia em que os jogadores e a comissão técnica decidirem comemorar, esse dia será declarado feriado nacional", escreveu Milei em sua conta na rede X, cerca de duas horas após a derrota da Argentina por 1 a 0 frente aos espanhóis.

Antes do anúncio, Milei também publicou uma mensagem agradecendo aos jogadores. "Muito obrigado, Jogadores...!!! Até o final com as botas calçadas. Argentina sempre no topo", escreveu também na rede X.

O anúncio do feriado gerou piadas na rede, com alguns usuários levantando a possibilidade de a mensagem ter sido programada de antemão e ter ficado desatualizada diante do resultado da partida. No entanto, segundo o jornal argentino Clarín, a expectativa é que a celebração ocorra na terça-feira, após o retorno da seleção ao país.

A previsão é que a equipe vice-campeã comandada por Lionel Scaloni chegue na tarde de segunda-feira a Buenos Aires.

Um assessor presidencial de Milei, Santiago Caputo, também sinalizou o interesse do Poder Executivo em manter celebrações para a seleção nacional. "Quem fala mal da seleção é antiargentino. Amanhã, todos devem vestir a camisa", publicou ele em sua conta no X.

O governo já ordenou a remoção das pedras em homenagem às vítimas da Covid - que haviam sido colocadas na Plaza de Mayo - em antecipação a uma possível concentração de torcedores que viriam saudar as estrelas da seleção.

No domingo, após a partida em que a Espanha se sagrou campeã graças a um gol de Ferran Torres na prorrogação, dezenas de milhares de argentinos foram às ruas em todo o país para demonstrar apoio e gratidão à equipe por ter chegado à final e ficado tão perto de conquistar o bicampeonato.

No entanto, também foram registradas brigas em Buenos Aires e 15 pessoas foram detidas. também foram registrados incidentes no vizinho Brasil, com torcedores se envolvendo em confusões no Rio de Janeiro e algumas cidades de Santa Catarina.

Dias antes, Milei havia oferecido a Casa Rosada - sede do governo argentino - como local para a equipe celebrar na sacada presidencial, caso conquistassem o título mundial.

O presidente também informou que a Secretaria-Geral da Presidência, liderada por Karina Milei, e a Casa Militar trabalhavam em uma operação para viabilizar as celebrações, enquanto o Ministério da Segurança e as forças federais começavam a elaborar um plano de segurança especial para o eventual retorno da delegação.

Como parte desses preparativos, a Associação de Futebol Argentino (AFA) anunciou no sábado a suspensão de todas as partidas agendadas para segunda e terça-feira nas diversas divisões do futebol argentino, priorizando o retorno da seleção nacional.

Há quatro anos, após a vitória na Copa do Mundo de 2022, no Catar, quase cinco milhões de pessoas foram às ruas de Buenos Aires e arredores para dar as boas-vindas à seleção. A multidão acabou forçando o cancelamento do desfile em carro aberto planejado, e os jogadores completaram o trajeto a bordo de helicópteros que sobrevoaram o centro da capital argentina.