
Especialistas classificam evento como F2 na escala Fujita
Reprodução/Inmet
O tornado que atingiu o município de Pedro Osório, no Rio Grande do Sul, provocando severos estragos na região foi classificado por especialistas como um “F2”. De acordo com a avaliação da MetSul Meteorologia, baseada na análise dos estragos provocados, o fenômeno foi classificado na categoria F2 da Escala Fujita, com ventos que alcançaram cerca de 200 km/h.
O evento meteorológico teve início por volta das 17h15 de quinta-feira (6) no distrito de Matarazzo, na zona rural, e também avançou sobre a área urbana da cidade. A tempestade foi associada a uma supercélula — um tipo de nuvem de tempestade com forte rotação interna e alto potencial destrutivo.
Estragos e impactos registrados
A força do vento causou danos expressivos por onde passou, como o destelhamento de residências e galpões; destruição de paredes e estruturas de alvenaria; dano e deslocamento de cercas e máquinas agrícolas; queda de postes de energia e árvores de grande porte, arrancadas pela raiz. Apesar da gravidade do impacto material, não foram registradas pessoas feridas.
A MetSul informou que a maior parte das áreas afetadas apresentou estragos compatíveis com a escala F1, mas alguns pontos específicos registraram danos de intensidade F2, critério que definiu a classificação geral do evento.
Escala Fujita
A Escala Fujita (ou Escala F) é o sistema padrão utilizado no mundo todo para medir a intensidade de um tornado. Criada em 1971 pelo meteorologista japonês Tetsuya Theodore Fujita, a escala vai de F0 a F5.
O grande diferencial da métrica é que a intensidade não é medida ao vivo com anemômetros, já que a força do vento costuma destruir esses aparelhos. Em vez disso, especialistas analisam os estragos deixados após o evento e, a partir da severidade da destruição em estruturas e na vegetação, estimam a velocidade dos ventos.
Desde 2007, diversos serviços de meteorologia (como o National Weather Service nos EUA) adotam a Escala Fujita Aprimorada (Enhanced Fujita Scale - EF). A nova versão mantém as seis categorias (EF0 a EF5), mas refina os estimadores de danos — levando em conta o tipo exato de construção afetado — e ajusta as estimativas de velocidade do vento para valores mais precisos.
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