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Brasil

Moradora de prédio atingido por avião em Minas Gerais sofre assédio

Jovem sobrevivente de tragédia aérea enfrenta enxurrada de ataques de cunho sexual e manipulações digitais após conceder entrevistas sobre o desastre

3 min

08/05/2026 23:47 • Atualizado há 168 dias

Moradora de prédio atingido por avião em Minas Gerais sofre assédio

Uma das moradoras do edifício atingido pela queda de uma aeronave em Belo Horizonte, em Minas gerais, relata enfrentar uma segunda crise após o desastre: uma onda de assédio digital. Em entrevista ao Estado de Minas, Natália Bicalho, 23, descreve que, após conceder entrevistas sobre o acidente, passou a ser alvo de mensagens ofensivas e crimes cibernéticos para distorcer os fatos.

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O relato aponta que o trauma psicológico decorrente do impacto do avião foi agravado por uma exposição hostil nas redes sociais. A moradora afirma que seu perfil pessoal em plataformas digitais foi inundado por contatos, em sua maioria de homens, contendo comentários de cunho sexual explícito. A gravidade da situação forçou a vítima a restringir o acesso às suas contas.

Natália Bicalho, 23, é uma das moradoras do edifício atingido pela queda de uma aeronave em BH | Crédito: Band TV

Natália Bicalho, 23, é uma das moradoras do edifício atingido pela queda de uma aeronave em BH | Crédito: Band TV

Manipulação tecnológica e ataques morais

Segundo a vítima, perfis falsos foram criados em seu nome com o objetivo de aplicar golpes financeiros, solicitando transferências de dinheiro a terceiros.

"Fizeram imagem minha com a cabeça sangrando... coisas que não aconteceram", explica a moradora, ressaltando que nem sequer estava no local no exato momento da colisão.

Diante do cenário de violência de gênero e difamação, a equipe jurídica da moradora iniciou o processo de coleta de provas. O levantamento inclui capturas de tela (prints) de comentários maliciosos e a identificação dos perfis responsáveis pela criação das imagens manipuladas.

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Veja o que se sabe sobre o acidente

Um avião monomotor caiu nesta segunda-feira (4) após atingir um prédio residencial no bairro Silveira, em Belo Horizonte, capital de Minas Gerais. Três pessoas morreram com a colisão e outras duas ficaram gravemente feridas.

Duas pessoas morreram no local: Wellington de Oliveira Pereira, 34 anos, e Fernando Moreira Souto, 32 anos. Horas depois do acidente, o empresário Leonardo Berganholli, de 50 anos, teve a morte confirmada. O filho de Leonardo, Arthur Berganholli, de 25 anos, também estava no avião e ficou ferido, assim como Hemerson Cleiton Almeida de Souza, de 53 anos. Não houve feridos entre os moradores do prédio atingido pela aeronave.

A aeronave de pequeno porte, que transportava cinco pessoas, atingiu a lateral do prédio de três andares, localizado na rua Ilacir Pereira Lima, no bairro Silveira. A aeronave ficou destruída e os estilhaços caíram sobre a garagem do edifício.

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O avião decolou às 12h16 do Aeroporto da Pampulha, foi perdendo altitude, e 12h21 colidiu contra o prédio. O destino final era o Aeroporto Campo de Marte, em São Paulo. O piloto teria relatado à torre que estava com problemas de altitude antes da queda.

O avião, um modelo Embraer EMB-721C Sertanejo fabricado em 1979, não tinha autorização para fazer táxi aéreo, de acordo com a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). Segundo o órgão, sem essa autorização não é possível transportar passageiros ou cargas comercialmente.

O prédio atingido por um avião em Belo Horizonte não apresenta risco estrutural, Com isso, os moradores foram autorizados à retornar para o imóvel nesta terça-feira (5).