Moradores do prédio atingido por um avião na última segunda-feira (4) foram autorizados à retornar para o imóvel nesta terça-feira (5). Apenas dois apartamentos continuarão isolados após o acidente que matou três pessoas e feriu outras duas --elas continuam internadas.
A queda do avião aconteceu no início da tarde, pouco depois de a aeronave decolar do Aeroporto da Pampulha. O piloto chegou a relatar problema de altitude antes da queda, atingindo a lateral de um prédio, na altura do terceiro andar. A aeronave estava irregular, já que não tinha autorização para fazer táxi aéreo.
A fuselagem da aeronave também foi removida do local apenas nesta terça-feira. Os trabalhos do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) foram encerrados no local, apesar de continuar as apurações para determinar as causas do acidente.
Os apartamentos interditados são o 301 e o 302, que teriam sido atingidos pela aeronave. Um deles chegou a ter a cozinha destruída. Não foi informado pela Defesa Civil para onde serão levados os moradores. Na segunda-feira, eles tinha recusado o remoção para um abrigo e preferiram ficar em casas de parentes.
Estado das vítimas
Cinco pessoas estavam na aeronave na hora da batida. Duas delas --incluindo o piloto-- morreram ainda no local. Eles foram identificados como Wellington de Oliveira Pereira, 34 anos, e Fernando Moreira Souto, 36 anos.
Outras três foram socorridas em estado grave e, encaminhadas ao Hospital XXIII com fraturas, mas o empresário Leonardo Berganholli, de 50 anos, não resistiu e morreu horas depois. O filho de Leonardo, Arthur Berganholli, de 25 anos, está internado, assim como Hemerson Cleiton Almeida de Souza, 53 anos.
Não houve feridos entre os moradores do prédio atingido pela aeronave.
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