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Moradores protestam contra morte de religioso após abordagem policial em SP

De acordo com a polícia, José Carlos da Rocha Sobrinho teria resistido à ordem, sacado uma arma e atirado na equipe

Da redação
DA REDAÇÃO

14/07/2026 • 15:57 • Atualizado em 14/07/2026 • 15:57

Protesto de moradores na Zona Leste

Protesto de moradores na Zona Leste

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Um homem, de 40 anos, foi morto na noite deste segunda-feira (13), no bairro São Rafael, na Zona Leste de São Paulo, durante uma abordagem policial. De acordo com a polícia, José Carlos da Rocha Sobrinho teria resistido à ordem, sacado uma arma e atirado na equipe. A versão da polícia e da família, que protestou após a morte de José, contrastam.

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Ele estava dentro de um carro quando foi abordado por uma equipe da Força Tática da Polícia Militar e foi atingido com tiros na nuca e na coxa direita. José Carlos chegou a ser socorrido pelas próprias equipes e encaminhado ao Hospital de Sapopemba, mas não resistiu aos ferimentos e morreu.

Segundo o condutor da ocorrência, o PM Marcio Ferreira Cosmo, os policiais estavam usando câmeras corporais, mas o equipamento só foi ativado após os disparos.

Os policiais disseram ainda que José Carlos era integrante do PCC, e tinha antecedentes criminais. Os PMs apresentaram na delegacia uma pistola, calibre .380, de numeração raspada, que seria a arma usada por José para atirar contra eles.

Segundo a família do homem, José Carlos, conhecido como "Dunga", era um religioso da Igreja Católica, um diácono, e havia acabado de levar a sogra e a sobrinha até a residência delas, situada a cerca de quatro quarteirões de sua casa.

No trajeto de volta, a aproximadamente uma rua de distância de casa, ele teria se deparado com policiais. Parentes afirmam que os policiais militares efetuaram disparos logo após a abordagem, sem qualquer possibilidade de defesa.

Os familiares também informaram que o pastor possuía uma passagem pela polícia em 2005. Na ocasião, ele teria adquirido uma motocicleta produto de furto, permaneceu preso por cerca de um mês e, posteriormente, foi colocado em liberdade.

A diretoria do Biro 13, um tradicional clube de futebol amador da região do qual Dunga era muito próximo, divulgou notas oficiais de luto e indignação, classificando a ação como uma "covardia policial" e ressaltando que o pastor estava totalmente desarmado, era um homem honrado, querido por todos e que “frequentava diariamente a casa de Deus”.

Revoltados com a ação, moradores que conheciam a vítima realizaram um protesto na região logo após a confirmação da morte, ateando fogo em objetos e montando barricadas nas vias para cobrar justiça.

Segundo informações preliminares, o corpo de José Carlos se encontra no IML e ainda não foi liberado.