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Motorista atropela homem cego com cão-guia no DF e foge sem prestar socorro

O acidente ocorreu em Águas Claras, no Distrito Federal, e a Polícia Civil investiga o caso; vítima fraturou o tornozelo e sofreu laceração no braço

MARIA LUÍZA LIRA

14/07/2026 • 09:33 • Atualizado em 14/07/2026 • 09:36

O servidor público Victor Uchoa, que é deficiente visual, foi atropelado na noite do último domingo (12), na Rua das Paineiras, em Águas Claras, no Distrito Federal. O motorista do veículo fugiu do local sem prestar socorro à vítima, que estava acompanhada de seu cão-guia, Lord. A 21ª Delegacia de Polícia (DP) apura a dinâmica do acidente.

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O atropelamento aconteceu por volta das 19h32, no momento em que o servidor passeava com o cachorro em frente ao condomínio onde mora. Ao atravessar a rua, quando já subia na calçada, ele sentiu o impacto do automóvel.

Fratura e ferimentos

A vítima relatou que o cão-guia já havia subido na calçada e ele estava prestes a completar o percurso. "Graças a Deus, eu consegui utilizar meu antebraço para amortecer a queda, mas sofri uma laceração no braço. E devido à situação, acabei também fraturando o tornozelo", explicou Uchoa.

Formado em TI, o servidor público passou em um concurso e residia temporariamente na capital federal, enquanto sua família mora em São Paulo. Em razão do acidente, ele confirmou que retornará para o estado paulista durante o período de recuperação.

Ele precisará fazer acompanhamento médico durante 30 dias para monitorar as lesões. "Não foi nada mais grave devido à questão de ter conseguido estar já perto da calçada. Poderia ter sido pior no sentido de bater com a cabeça no meio-fio, ter caído no meio do trajeto", avalia o servidor público.

Socorro e apelo por empatia

Logo após o condutor evadir-se da via, um vizinho que presenciou o atropelamento auxiliou o morador. "Meu vizinho que assistiu à situação foi lá, me prestou auxílio e conseguiu me ajudar a me levantar, me recompor, atravessar a volta a rua e voltar para o prédio", disse Uchoa.

Para o funcionário público, o episódio traz um alerta sobre a necessidade de conscientização no trânsito. "A gente conta com a empatia das pessoas e espera que elas possam se conscientizar que, nesse momento de acidente, ninguém está imune a passar por uma situação assim", pontua.

Uchoa ainda reforça a obrigação legal e moral de prestar assistência. "É necessário você parar, de repente dar uma olhada para ver se a pessoa está bem, se está em condições, se tem alguma coisa que você possa estar fazer, de repente dar uma ajuda para a pessoa chegar até o hospital mais próximo. Essa questão de cuidado", destaca a vítima.

Cobrança às autoridades

O morador cobra investimentos em segurança pública e tecnologia para evitar novos casos na região. "Que as autoridades possam investir em tecnologia, serviços que possam garantir que situações assim possam ser evitadas, e as pessoas possam ser devidamente identificadas e responsabilizadas", cobra Uchoa.