
Polícia Civil
Agência Brasil
O Conselho de Sentença do Tribunal do Júri de Florianópolis condenou nesta quinta-feira, 19, Camila Fernanda Franca Pereira a 26 anos, quatro meses e 12 dias de prisão, em regime fechado, por homicídio triplamente qualificado e ocultação de cadáver do marido, o empresário Gustavo Alberto Sagaz, de 34 anos, morto a facadas em agosto de 2023 no bairro Ingleses do Rio Vermelho, na capital catarinense.
Na mesma decisão, a Justiça retirou de Camila o poder familiar sobre os dois filhos do casal. A ré já havia sido absolvida em um primeiro julgamento, em 2025, mas a decisão foi posteriormente anulada, o que levou à realização de um novo júri popular.
O caso ganhou repercussão pela violência do crime e pelas circunstâncias em que ocorreu, dentro da casa da família e com uma das crianças, então com dois anos de idade, no local, conforme apontam os autos.
Descrição do crime
Segundo a denúncia, entre os dias 27 e 29 de agosto de 2023, no bairro Ingleses do Rio Vermelho, Camila matou o marido com 36 facadas dentro da residência do casal. O crime ocorreu na frente da filha mais nova, que tinha dois anos à época.
De acordo com a Polícia Civil, Camila teria dopado o companheiro antes do ataque. Após o homicídio, ela colocou o corpo no carro da família e o abandonou no Parque Estadual do Rio Vermelho, área de preservação na região norte da Ilha de Santa Catarina.
Durante o período em que Gustavo foi considerado desaparecido, os investigadores constataram que o celular do empresário permaneceu na residência. A perícia também indicou que Camila esteve no local onde o corpo foi encontrado utilizando o veículo do casal. Ela foi presa cerca de um mês depois do assassinato, no mesmo bairro onde vivia com a vítima.
Motivações apontadas pelo júri
Conforme a decisão, o Conselho de Sentença reconheceu motivo torpe para o crime e outras qualificadoras. O homicídio teria sido motivado por conflitos relacionados à administração financeira da empresa do casal.
Na avaliação dos jurados, pesaram dívidas contraídas e ocultadas pela acusada, além da suposta intenção de obter valores de seguro de vida e ficar com bens da empresa e do patrimônio familiar.
Defesa ainda não se manifestou
A acusação se baseou em laudos periciais, depoimentos de testemunhas e provas coletadas pela Polícia Civil ao longo da investigação. A sentença foi proferida após a votação dos quesitos pelo Conselho de Sentença.
A reportagem busca contato com a defesa de Camila Fernanda Franca Pereira. O espaço permanece aberto para manifestação.
Com informações do Estadão Conteúdo
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