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Mulheres vítimas de violência doméstica terão prioridade em vagas de emprego

Parceria entre os ministérios das Mulheres e do Trabalho e Emprego garante prioridade em vagas do Sine e políticas integradas de proteção social

Da redação
DA REDAÇÃO

08/10/2025 • 11:30 • Atualizado em 08/10/2025 • 11:30

Ministra Márcia Lopes ao lado das secretárias de Autonomia Econômica, Rosane Silva (à esquerda), e Enfrentamento à Violência contra Mulheres, Estela Bezerra (à direita), e do secretário-executivo do MTE, Chico Macena.

Ministra Márcia Lopes ao lado das secretárias de Autonomia Econômica, Rosane Silva (à esquerda), e Enfrentamento à Violência contra Mulheres, Estela Bezerra (à direita), e do secretário-executivo do MTE, Chico Macena.

Divulgação/CNPM

Mulheres em situação de violência doméstica e familiar passarão a ter prioridade em vagas de emprego e cursos de qualificação profissional ofertados pelo Sistema Nacional de Emprego (Sine), a partir de outubro de 2025.

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A medida faz parte de um Acordo de Cooperação Técnica firmado entre o Ministério das Mulheres e o Ministério do Trabalho e Emprego, assinado durante o encerramento da 5ª Conferência Nacional de Políticas para as Mulheres, em Brasília.

O acordo visa fortalecer a autonomia econômica das mulheres em situação de vulnerabilidade, articulando políticas de proteção social, geração de renda e qualificação profissional.

Ele garante a reserva de 10% das vagas do Sine para mulheres vítimas de violência doméstica e familiar, conforme determina a Lei nº 14.542/2023.

Além disso, os dois ministérios vão realizar campanhas informativas para divulgar esse direito e ações de conscientização sobre a importância da autonomia financeira como forma de romper o ciclo da violência.

“A luta não termina nunca. Precisamos construir um mundo em que as mulheres se sintam livres e não sofram qualquer tipo de violência”, afirmou a ministra das Mulheres, Márcia Lopes, durante a cerimônia.

O ministro em exercício do Trabalho e Emprego, Chico Macena, destacou que o acordo também prevê políticas específicas de qualificação profissional voltadas às mulheres vítimas de violência e àquelas em situação de vulnerabilidade social.

“As mulheres vítimas de violência enfrentam ainda mais dificuldades para se inserir no mercado de trabalho. Esse acordo é um passo importante para mudar essa realidade”, disse.

Atualmente, segundo o MTE, a taxa de desemprego entre mulheres é de 6,9%, mas chega a 16% entre mulheres negras.