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Diretor da PF defende cooperação internacional com respeito à soberania

Declaração de Andrei Rodrigues ocorreu na quinta Cúpula dos Chefes de Polícia das Nações Unidas, na sede da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York

Da redação
DA REDAÇÃO

09/07/2026 • 09:12 • Atualizado em 09/07/2026 • 09:12

Andrei Rodrigues,  diretor-geral da Polícia Federal

Andrei Rodrigues, diretor-geral da Polícia Federal

Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

O diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, defendeu nesta quarta-feira (8) a cooperação internacional para combater o crime organizado e pediu respeito à soberania das nações. A declaração ocorreu na quinta Cúpula dos Chefes de Polícia das Nações Unidas, na sede da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York.

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A UNCOPS 2026 (sigla em inglês) reuniu ministros, chefes de polícia e representantes de organizações regionais e profissionais de segurança pública. O encontro discutiu o fortalecimento da paz, segurança e desenvolvimento internacional.

"O crime não respeita fronteiras, e nenhum país pode combater o crime transnacional sozinho. O Brasil fez da integração internacional uma prioridade e considera que o crime organizado deve ser enfrentado por meio de uma abordagem equilibrada e abrangente, baseada em inteligência, estratégia e cooperação, com respeito ao Estado de Direito, à soberania das nações e aos direitos fundamentais", disse Andrei Rodrigues, segundo a CNN.

Andrei é um dos brasileiros críticos à classificação do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas. Ele afirmou que a decisão dos Estados Unidos foi um "equívoco técnico".

Na semana passada, o governo americano divulgou as primeiras sanções contra brasileiros com base na nova classificação dos grupos criminosos.

Dias depois, a PF deflagrou operação contra os mesmo alvos dos EUA. Na ocasião, Andrei Rodrigues voltou a criticar a decisão e disse que "tecnicamente é um erro grosseiro".

*Com Estadão Conteúdo.