O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, declarou nesta terça-feira (9), em julgamento na Primeira Turma, que não cabe a nenhum advogado “censurar” um magistrado ao dizer o “número de perguntas que ele deve fazer”.
“Pode expor a sua autodefesa a partir dos réus e, consequentemente, o juiz deve tirar, desde que não se pleiteie. O direito ao silêncio, as informações, inclusive, a favor dos réus. A ideia de que o juiz deve ser uma samambaia jurídica durante o processo, não tem nenhuma ligação com o sistema acusatório. Isso é uma alegação esdrúxula. E mais, não cabe a nenhum advogado censurar o magistrado dizendo o número de perguntas que ele deve fazer”, declarou Alexandre de Moraes.
“Há argumentos jurídicos muito mais importantes do que ficar contando o número de perguntas que o advogado fez, que o juiz fez (...). Eu recordo que isso foi reafirmado por unanimidade no plenário do Supremo Tribunal Federal”, acrescentou o ministro.
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