
Netanyahu
Ronen Zvulun/Reuters
O primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, declarou que o exército do país continuará posicionado no sul do Líbano, mesmo após o acordo selado entre os Estados Unidos e o Irã para conter as hostilidades na região. Netanyahu ressaltou que Israel ficou de fora das tratativas lideradas pelo presidente americano, Donald Trump, e que o governo israelense seguirá agindo de forma autônoma para garantir a sua própria segurança.
Em coletiva de imprensa realizada na segunda-feira (15), o premiê revelou que o Irã tentou incluir a desocupação das tropas israelenses do solo libanês nas cláusulas do acordo, mas a exigência foi barrada. Segundo ele, a retirada não ocorreu devido à sua postura intransigente durante o processo.
Netanyahu também reforçou que a prioridade máxima de sua gestão é evitar que o regime de Teerã crie um arsenal nuclear, garantindo que tomará as medidas necessárias para atingir esse objetivo, com ou sem a existência de acordos bilaterais.
A presença militar de Israel no sul do Líbano foi estabelecida como uma zona de segurança após uma contraofensiva contra o Hezbollah, que havia atacado o norte do território israelense no começo do conflito. Para o Irã, a saída dessas tropas era um requisito fundamental para fechar o pacto com Washington.
O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, endossou a permanência dos soldados no Líbano, expondo o desalinhamento entre a gestão Netanyahu e a diplomacia de Trump para a região. Embora o presidente dos EUA tenha manifestado descontentamento com os ataques israelenses a Beirute durante as conversas alertando que as ações poderiam melindrar o diálogo, ele optou por assinar o acordo sem exigir a retirada de Israel do Líbano.
*Com informações do Estadão Conteúdo.
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