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Novo governo em Gaza na 2ª fase do cessar-fogo

Os objetivos da segunda fase do plano de 20 pontos para o fim do conflito em Gaza serão passar do cessar-fogo para desmilitarização, instalar um governo de 14 tecnocratas e iniciar a reconstrução das ruínas de dois anos de guerra

Por Redação
REDAÇÃO

14/01/2026 • 16:44 • Atualizado em 14/01/2026 • 16:44

Moises Rabinovici
Gaza

Gaza

REUTERS/Ramadan Abed

A segunda fase do cessar-fogo em Gaza foi anunciada pelo enviado especial da Casa Branca ao Oriente Médio, Steve Witkoff, já com o presidente do governo transitório escolhido, o ex-ministro da Autoridade Palestina Ali Shaath, e também o ex-chanceler búlgaro Nickolay Mladenov, como representante de Donald Trump no Conselho da Paz.

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Os objetivos da segunda fase do plano de 20 pontos para o fim do conflito em Gaza serão passar do cessar-fogo para desmilitarização, instalar um governo de 14 tecnocratas e iniciar a reconstrução das ruínas de dois anos de guerra. Da primeira fase sobrou um problema: o retorno dos restos mortais de um dos reféns, o sargento Ran Gvili. Se o Hamas não o devolver, sofrerá “sérias consequências”, segundo ameaçou Witkoff.

A segunda fase do cessar-fogo da guerra iniciada há 27 meses começa num momento de relativa calma em Gaza, com violações esporádicas da trégua pelo Hamas e por Israel. O Egito anunciou nesta quarta-feira que “todas as partes concordaram com a composição do comitê”, que vai administrar o dia a dia da infraestrutura, saneamento e educação dos 2,1 milhões de palestinos.

O Hamas e a Islamic Jihad divulgaram um comunicado conjunto no Cairo apoiando o que chamaram de “interino e transitório” governo nacional palestino. Sua presidência ficará em Ramallah, na Cisjordânia, sob a Autoridade Palestina de Mahmoud Abbas. Israel também concordou com a composição do grupo dos 14 tecnocratas, lembrando que seus membros não são extremistas e já trabalharam antes com o governo israelense.

O Conselho de Paz, liderado por Trump, a quem o búlgaro Mladenov representará, contará com personalidades internacionais, ou “líderes das mais importantes nações do mundo”. Ele deverá prover soluções para os problemas que forem surgindo com a implementação da segunda fase do cessar-fogo em Gaza.

Há dois problemas ainda da primeira fase a resolver: o desarmamento do Hamas e a retirada das forças israelenses para mais perto de sua fronteira. Ambos requerem a formação da Força Internacional de Estabilização, atrasada porque países árabes que contribuiriam não querem a responsabilidade de desarmar o Hamas, nem querem ser confundidas com uma força de ocupação.

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