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Ricardo Nunes ironiza nomeação de Boulos: 'Vai ter carteira assinada pela primeira vez'

Apesar da provocação, ministros de Estado não têm vínculo trabalhista regido pela CLT.

Da redação com Agência Estado
DA REDAÇÃO COM AGÊNCIA ESTADO

21/10/2025 • 16:24 • Atualizado em 21/10/2025 • 16:30

Ricardo Nunes (MDB)

Ricardo Nunes (MDB)

Renato Pizzutto/Band

O prefeito de São Paulo Ricardo Nunes (MDB) comentou nesta terça-feira, 21, a nomeação do deputado Guilherme Boulos (PSOL-SP) para ministro da Secretaria-Geral da Presidência. "Vai ter uma carteira assinada pela primeira vez, e desejo boa sorte a ele. Só isso", afirmou.

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Apesar da provocação, ministros de Estado não têm vínculo trabalhista regido pela CLT. Assim como ocupantes de outros cargos do governo, eles são considerados agentes políticos e não funcionários públicos. Seus direitos de trabalho estão previstos na Constituição Federal e leis complementares.

Nunes também se referiu ao novo ministro como radical. "A questão de ter pessoas radicais (no governo federal) é que preocupa. A gente precisa ter pessoas que dialoguem com todo mundo, né?", disse.

O prefeito de São Paulo completou afirmando que a decisão cabe ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT): "Qualquer tipo de radicalismo é ruim. Mas é uma prerrogativa do presidente, evidentemente, deve saber o que está fazendo."

A Secretaria-Geral da Presidência é responsável por coordenar o relacionamento do governo com movimentos sociais e sindicais, entre eles Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), do qual Boulos é uma das principais lideranças.