
Oinegue: STF, entre o batom na estátua e o batom na cueca
Reprodução/Band
A sociedade tem que confiar no Supremo. Mas como confiar, quando aparece um contrato de 130 milhões de reais da mulher de Alexandre de Moraes com o Banco Master? E quando Dias Toffoli vende cotas de um resort ao ecossistema do mesmo Master? Tanta empresa e é banco nos dois casos? Tanto banco e é Master nos dois casos?
O STF não sente necessidade de demonstrar que está tudo certo nos dois casos? Gilmar Mendes argumenta corretamente que a CPI do Crime Organizado só pode investigar pessoas e empresas ligadas a facções e milícias. E não há de fato suspeita de que a empresa de Toffoli se encaixe nessa categoria.
O desvio de finalidade da CPI está posto. Mas se a CPI está errada - e está - como dissipar a dúvida razoável sobre os dois ministros? Não tem? O Supremo é pilar da democracia. Pilar que se sustenta na certeza de que o tribunal é formado por pessoas acima de qualquer suspeita.
O STF se mexeu quando viu risco à democracia no batom na estátua. E agora? Vai ficar inerte vendo a sociedade, diante do seu silêncio e da opacidade, achar que o batom pode estar na cueca?
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