
Estreito de Ormuz
REUTERS/Dado Ruvic/Illustration/File Photo
A Organização Marítima Internacional (OMI), braço da ONU para o setor naval, anunciou nesta terça-feira (23) o início de uma megaoperação humanitária e logística no Estreito de Ormuz. O objetivo é escoar de forma segura navios comerciais e evacuar mais de 11.000 marinheiros que ficaram retidos no Golfo Pérsico devido ao recente conflito armado entre os Estados Unidos e o Irã.
A iniciativa histórica ocorre imediatamente após a assinatura de um Memorando de Entendimento entre Washington e Teerã, selando um acordo de paz que põe fim a meses de hostilidades na região, um dos principais corredores energéticos e comerciais do planeta.
Pronunciamento da OMI
Em declaração oficial, o Secretário-Geral da OMI, Arsenio Dominguez, celebrou o avanço diplomático e lamentou o custo humano do conflito, confirmando a morte de 14 tripulantes em decorrência dos ataques à navegação civil nos últimos meses.
"Após meses de dificuldades e sofrimento para milhares de marinheiros inocentes e impactos negativos para o mundo inteiro, saúdo com profunda satisfação o acordo de paz concluído entre os Estados Unidos e o Irã", afirmou Dominguez. "Gostaria de prestar homenagem aos catorze marinheiros inocentes que perderam tragicamente a vida durante este conflito. Sua dedicação ao serviço do comércio global não será esquecida."
Logística
A operação de evacuação e escolta exigirá um esforço coordenado sem precedentes entre nações que, até dias atrás, estavam em lados opostos das trincheiras diplomáticas e militares. Segundo a agência da ONU, a segurança das rotas já foi minuciosamente checada para mitigar riscos como minas marítimas ou projéteis remanescentes.
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