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Outono terá menos chuva e calor persistente; veja a previsão do tempo

Segundo o prognóstico da consultoria Tempo OK, a estação, que se estende até 20 de junho, exigirá atenção redobrada quanto ao nível dos reservatórios em grande parte do país

Da redação
DA REDAÇÃO

19/03/2026 • 11:03 • Atualizado em 19/03/2026 • 11:12

Outono começa sem La Niña e com temperaturas mais altas

Outono começa sem La Niña e com temperaturas mais altas

Foto: Pixabay

O outono no Brasil começa oficialmente às 11h45 desta sexta-feira, dia 20 de março, trazendo um cenário de transição climática marcado por chuvas abaixo da média e uma redução gradual das temperaturas. Segundo o prognóstico da consultoria Tempo OK, a estação, que se estende até 20 de junho, exigirá atenção redobrada quanto ao nível dos reservatórios em grande parte do país.

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Com exceção da Região Sul, a maior parte do Brasil deve registrar precipitações inferiores à média histórica. O cenário é preocupante no Sudeste e no Centro-Oeste, onde os reservatórios não atingiram níveis ideais durante o verão.

Em São Paulo, os dados da Sabesp apontam que o Sistema Cantareira opera hoje com 42,7% de sua capacidade — um recuo expressivo em comparação aos 58,9% registrados no mesmo período de 2025. "É natural que, nesta época, as chuvas se concentrem mais no Sul, dificultando o avanço de frentes frias para o Sudeste", explica Maria Clara Sassaki, porta-voz da Tempo OK.

Gangorra Térmica

Embora a estação marque o fim do calor extremo do verão, o alívio será lento. No Sudeste e Centro-Oeste, as temperaturas devem permanecer acima do esperado, com destaque para o mês de maio, que promete ser especialmente quente em São Paulo.

O frio rigoroso deve dar as caras apenas na segunda metade da estação. A previsão indica ondas de frio intensas, porém de curta duração. "Um dia gelado pode ser seguido por dias bem mais quentes", afirma Sassaki, caracterizando uma forte oscilação térmica no Centro-Sul do país.

Transição para o El Niño

No cenário global, o fenômeno La Niña deve perder força já em abril, dando lugar a uma fase de neutralidade no Oceano Pacífico. No entanto, o monitoramento do NOAA (Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos EUA) indica uma probabilidade de 62% de que o El Niño se configure entre junho e agosto.

Caso o fenômeno se confirme e o Atlântico Sul apresente aquecimento, os estados do Sul e o Mato Grosso do Sul poderão encerrar o outono com chuvas acima da média, revertendo a tendência de seca do início da estação.

*Com informações do Estadão Conteúdo.