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Operação contra atentado a show de Lady Gaga ‘salvou centenas de vidas’, diz polícia

Plano de ataque com explosivos era motivado por discurso de ódio e tinha como alvo o público LGBTQIAPN+

da redação
DA REDAÇÃO

04/05/2025 • 16:09 • Atualizado em 04/05/2025 • 16:09

Fãs no show de Lady Gaga na praia de Copacabana

Fãs no show de Lady Gaga na praia de Copacabana

REUTERS/Aline Massuca

A operação Fake Monster, que impediu um ataque a bomba ao show da cantora Lady Gaga, na Praia de Copacabana, “salvou centenas de vidas”, afirmou a Polícia Civil durante coletiva de imprensa neste domingo (4).

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Segundo a instituição, um grupo que disseminava discurso de ódio em plataformas digitais preparava um plano para promover ataques integrados com uso de explosivos e coquetéis molotov no show da cantora, que aconteceu neste sábado (3).

"Foi uma ação integrada e que salvou centenas de vidas. Esses grupos, que são organizados, têm metas para alcançar notoriedade, para arregimentar mais expectadores, mais participantes, a maioria adolescentes, muitas crianças”, disse o delegado de Polícia Civil e titular da DRCI, Luiz Lima.

“Nosso objetivo é velar para que a internet não seja uma área, um território, sem lei”, completou o delegado da Polícia Civil do Rio de Janeiro.

Na coletiva, o secretário de Polícia Civil, Felipe Curi, destacou que a corporação realizou um trabalho silencioso, discreto e sem criar qualquer tipo de pânico ou alarde.

“Prendemos os dois principais líderes dessa organização criminosa, esses terroristas. O título da investigação é terrorismo. Então, é uma investigação justamente sobre ataques terroristas”, declarou Felipe Curi.

“Foi uma operação extremamente importante, que impediu, de fato, um ataque ao show da Lady Gaga, onde tinha cerca de 2,1 milhões de pessoas. Eles estavam se articulando realmente para poder fazer esse ataque”, acrescentou o secretário de Polícia Civil, que afirmou que o principal foco do atentado era o público LGBTQIAPN+.

Operação Fake Monster

A Polícia Civil do Rio de Janeiro, com o apoio do Laboratório de Operações Cibernéticas (Ciberlab) do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), realizou neste fim de semana a Operação Fake Monster, que desarticulou uma rede criminosa que atuava em plataformas digitais.

A rede promovia a radicalização de adolescentes, a disseminação de crimes de ódio, automutilação e conteúdos violentos como forma de pertencimento e desafio entre jovens.

Foram cumpridos 13 mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro (RJ), Niterói (RJ), Duque de Caxias (RJ), Cotia (SP), São Vicente (SP), Vargem Grande Paulista (SP), São Sebastião do Caí (RS), Campo Novo do Parecis (MT).