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Orengo: apesar da demissão, a CPI sobre a fraude do INSS deve sair do papel

Governo Federal ainda precisa resolver problemas econômicos e políticos causados pelo escândalo

Por Redação
REDAÇÃO

02/05/2025 • 18:41 • Atualizado em 02/05/2025 • 18:41

Rodrigo Orengo
Lupi, ex-Mininstro da Previdência Social

Lupi, ex-Mininstro da Previdência Social

Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados

Carlos Lupi (PDT) saiu do Ministério da Previdência, mas isso não vai resolver os problemas do governo federal com a fraude no INSS. O PT deve enfrentar o desgaste de uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) e também precisa lidar com um grande problema econômico para ressarcir os aposentados que foram vítimas.

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Após a demissão, o presidente Lula se reuniu com Lupi por cerca de meia hora. Ele costurou o acordo para Wolney Queiroz, também do PDT, assumir o ministério. E depois se despediu.

A situação de Lupi era insustentável no Ministério. Essa definição foi feita até por aliados do governo. Afinal ele não conseguiu responder às perguntas levantadas até agora.

Agora os aposentados precisam ser ressarcidos. É algo em torno de R$ 6 bilhões, e o governo disse que não vai usar recursos do erário. Vai buscar ações judiciais para responsabilizar associações e sindicatos. Mas isso pode demorar.

Além disso, tem a questão política. A oposição tem assinaturas para pedir uma CPI. E há escopo para isso. A diretoria da Câmara avisou que existem outros pedidos e não vai dar prioridade para esse. Mas há o caminho da CPI mista, com deputados e senadores. E a investigação vai seguir, porque tem 200 celulares apreendidos para varreduras.

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