
Pablo Marçal se torna réu por colocar pessoas em risco
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A Justiça de São Paulo acatou o pedido do Ministério Público e tornou réu o coach Pablo Marçal por expor pessoas ao perigo durante uma expedição no Pico dos Marins, no interior do estado. A decisão ocorreu nesta segunda-feira (20). A denúncia foi recebida pela juíza Rafaela Glioche, que afirmou que a acusação do MP descreve de forma adequada e suficiente as condutas de Pablo Marçal. Ele foi intimado a apresentar uma resposta à acusação em dez dias e poderá alegar tudo o que interesse à defesa, como oferecer documentos e especificar provas, além de juntar oito testemunhas. O Ministério Público denunciou em março Pablo Marçal por infração do artigo 132 do Código Penal, que define o crime de colocar em perigo a vida ou saúde de outra pessoa, com pena de até um ano de prisão.
Em nota, a defesa de Pablo Marçal afirma que a Justiça ofereceu um acordo para ele não se tornasse réu, o que não foi aceito. “Ele previa o reconhecimento de responsabilidade pela organização da caminhada, o que não condiz com a verdade. Esse acordo foi recusado por nossa parte, uma vez que não há qualquer materialidade ou prova que aponte Pablo Marçal como organizador ou responsável pelo evento”, diz a nota.
Segundo a defesa, um relatório aponta que não há dolo por parte dos participantes e concluiu pelo não indiciamento dos envolvidos na caminhada. “Essa orientação, no entanto, não foi respeitada. O Ministério Público chegou a solicitar a retirada dessa peça específica dos autos. Ainda assim, seguimos confiando na Justiça e na expectativa de uma decisão justa e imparcial”, completa a nota.
Relembre o caso
Em janeiro de 2022, Pablo Marçal levou 60 pessoas em uma excursão ao Pico dos Marins, na Serra da Mantiqueira, em um período contraindicado para a atividade e sob condições climáticas adversas. Marçal teria desprezado a indicação dos guias e promoveu a subida. O objetivo do coach era de mostrar a importância de correr riscos para vencer e prosperar na vida. O Ministério Público aponta que durante o trajeto, a chuva, neblina e vento aumentaram, tornando a subida perigosa, causando risco também de hipotermia. "O denunciado desdenhou dos avisos e chamou o guia de 'covarde', conclamando aos presentes que o seguissem", diz a denúncia do MP. Horas após a subida, o resgate foi chamado para poder trazer os inscritos em segurança à base do pico.

