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Papa Leão XIV faz apelo contra "espiral de violência" após ataques no Irã

Pontífice afirma que a paz não se constrói com ameaças ou armas e pede que a diplomacia retome protagonismo diante do conflito envolvendo Irã, EUA e Israel

Da redação
DA REDAÇÃO

01/03/2026 • 09:13 • Atualizado em 01/03/2026 • 09:13

Resumo

Pronunciamento do Papa Leão XIV trouxe apelo público pela interrupção da escalada militar no Oriente Médio, destacando que a paz não pode ser alcançada por meio de ameaças mútuas ou uso de armas, mas sim pelo diálogo e responsabilidade moral das partes envolvidas.

Conflito envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel foi citado como motivo de preocupação, após ataque coordenado que resultou na morte do líder supremo iraniano e gerou reação de Teerã com novos ataques, aumentando a instabilidade regional.

Pedido do Pontífice incluiu menção a confrontos entre Paquistão e Afeganistão, exortação ao retorno ao diálogo e convocação dos fiéis para orações, reforçando a defesa da Santa Sé pelo multilateralismo e soluções pacíficas diante de crises internacionais.

O Papa Leão XIV fez neste domingo (1º) um apelo público pela interrupção da escalada militar no Oriente Médio e afirmou que “a paz não se constrói com ameaças recíprocas nem com armas que semeiam morte”.

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A declaração foi feita logo após a oração mariana do Angelus e divulgada pelo Vatican News, em meio ao agravamento do conflito que envolve o Irã, os Estados Unidos e Israel.

“Dirijo um veemente apelo sincero às partes envolvidas para que assumam a responsabilidade moral de deter a espiral de violência antes que ela se torne um abismo irreparável! Que a diplomacia recupere seu papel e promova o bem-estar dos povos que anseiam por uma coexistência pacífica, fundada na justiça”, afirmou o Pontífice.

“Profunda preocupação”

Leão XIV declarou acompanhar “com profunda preocupação” os acontecimentos no Oriente Médio e no Irã, após o ataque coordenado entre Estados Unidos e Israel que atingiu diversas cidades iranianas e resultou na morte do líder supremo do país.

Teerã reagiu com ataques contra alvos civis e bases americanas em países do Golfo e em território israelense, ampliando a tensão regional.

“A estabilidade e a paz não se constroem por meio de ameaças recíprocas, nem com armas, que semeiam destruição, dor e morte, mas somente por meio de um diálogo razoável, autêntico e responsável”, declarou o Papa.

Diante do que classificou como possibilidade de uma “tragédia de proporções enormes”, o líder da Igreja Católica reforçou que cabe às partes envolvidas assumir responsabilidade moral para conter a violência.

Apelo que vai além do Oriente Médio

O pedido por paz não se limitou ao conflito no Golfo. O Pontífice também mencionou as notícias de confrontos entre o Paquistão e o Afeganistão, classificadas como preocupantes.

“Elevo a minha súplica por um retorno urgente ao diálogo”, afirmou, ao mencionar a escalada entre os dois países, um deles detentor de armas nucleares.

Ao final, Leão XIV conclamou os fiéis a rezarem pela paz em todas as regiões em conflito. “Rezemos juntos para que a harmonia prevaleça em todos os conflitos do mundo. Somente a paz, um dom de Deus, pode curar as feridas entre os povos.”

O pronunciamento reforça a tradicional posição da Santa Sé em defesa do diálogo, do multilateralismo e da solução pacífica de controvérsias internacionais diante do risco de ampliação da crise global.

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