Resumo
Pronunciamento do Papa Leão XIV trouxe apelo público pela interrupção da escalada militar no Oriente Médio, destacando que a paz não pode ser alcançada por meio de ameaças mútuas ou uso de armas, mas sim pelo diálogo e responsabilidade moral das partes envolvidas.
Conflito envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel foi citado como motivo de preocupação, após ataque coordenado que resultou na morte do líder supremo iraniano e gerou reação de Teerã com novos ataques, aumentando a instabilidade regional.
Pedido do Pontífice incluiu menção a confrontos entre Paquistão e Afeganistão, exortação ao retorno ao diálogo e convocação dos fiéis para orações, reforçando a defesa da Santa Sé pelo multilateralismo e soluções pacíficas diante de crises internacionais.
O Papa Leão XIV fez neste domingo (1º) um apelo público pela interrupção da escalada militar no Oriente Médio e afirmou que “a paz não se constrói com ameaças recíprocas nem com armas que semeiam morte”.
A declaração foi feita logo após a oração mariana do Angelus e divulgada pelo Vatican News, em meio ao agravamento do conflito que envolve o Irã, os Estados Unidos e Israel.
“Dirijo um veemente apelo sincero às partes envolvidas para que assumam a responsabilidade moral de deter a espiral de violência antes que ela se torne um abismo irreparável! Que a diplomacia recupere seu papel e promova o bem-estar dos povos que anseiam por uma coexistência pacífica, fundada na justiça”, afirmou o Pontífice.
“Profunda preocupação”
Leão XIV declarou acompanhar “com profunda preocupação” os acontecimentos no Oriente Médio e no Irã, após o ataque coordenado entre Estados Unidos e Israel que atingiu diversas cidades iranianas e resultou na morte do líder supremo do país.
Teerã reagiu com ataques contra alvos civis e bases americanas em países do Golfo e em território israelense, ampliando a tensão regional.
“A estabilidade e a paz não se constroem por meio de ameaças recíprocas, nem com armas, que semeiam destruição, dor e morte, mas somente por meio de um diálogo razoável, autêntico e responsável”, declarou o Papa.
Diante do que classificou como possibilidade de uma “tragédia de proporções enormes”, o líder da Igreja Católica reforçou que cabe às partes envolvidas assumir responsabilidade moral para conter a violência.
Apelo que vai além do Oriente Médio
O pedido por paz não se limitou ao conflito no Golfo. O Pontífice também mencionou as notícias de confrontos entre o Paquistão e o Afeganistão, classificadas como preocupantes.
“Elevo a minha súplica por um retorno urgente ao diálogo”, afirmou, ao mencionar a escalada entre os dois países, um deles detentor de armas nucleares.
Ao final, Leão XIV conclamou os fiéis a rezarem pela paz em todas as regiões em conflito. “Rezemos juntos para que a harmonia prevaleça em todos os conflitos do mundo. Somente a paz, um dom de Deus, pode curar as feridas entre os povos.”
O pronunciamento reforça a tradicional posição da Santa Sé em defesa do diálogo, do multilateralismo e da solução pacífica de controvérsias internacionais diante do risco de ampliação da crise global.

