O Paquistão entregou uma proposta ao Irã de 15 pontos dos Estados Unidos para alcançar um cessar-fogo no conflito do Oriente Médio, confirmaram dois funcionários paquistaneses à agência de notícias AP nesta quarta-feira (25).
Nesta terça-feira (24), o Paquistão confirmou que lidera uma iniciativa de mediação, juntamente com a Turquia e o Egito, e se ofereceu para sediar possíveis conversas entre os dois lados, que poderiam ocorrer ainda esta semana.
Uma alta autoridade iraniana declarou à agência de notícias Reuters que tanto o Paquistão como a Turquia estão sendo considerados para sediar as negociações diretas.
O Irã insiste que não está envolvido em negociações com os EUA e um porta-voz militar iraniano ironizou os esforços diplomáticos americanos.
Trump afirmou nesta semana que os Estados Unidos estão em negociações com o Irã e que Teerã quer chegar a um acordo para encerrar as hostilidades, uma alegação que o Irã tem repetidamente negado.
O que estaria no plano dos EUA?
Os dois funcionários paquistaneses falaram com a AP sob condição de anonimato, pois não estavam autorizados a discutir o tema publicamente.
Eles disseram que a proposta inclui o alívio das sanções, a cooperação nuclear civil, uma redução do programa nuclear iraniano, o monitoramento pela Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), limites para mísseis e acesso para navegação pelo Estreito de Ormuz.
De acordo com a emissora israelense N12, o plano inclui compromissos do Irã de não buscar armas nucleares e de entregar seu estoque de urânio enriquecido à AIEA.
O veículo de notícias americano Axios, citando uma fonte com conhecimento do assunto, informou que o enviado especial dos EUA, Steve Witkoff, disse ao presidente Donald Trump que o Irã concordou com vários pontos-chave, incluindo a entrega de seu estoque de urânio altamente enriquecido.
No entanto, ainda não está claro como Teerã responderá formalmente à proposta. A reação de Israel, outra parte envolvida no conflito, também é incerta.
Qualquer negociação direta entre os EUA e o Irã enfrentaria grandes desafios. Muitos dos objetivos de Washington, particularmente em relação aos programas de mísseis balísticos e nuclear do Irã, continuam difíceis de serem alcançados, e não está claro quem no governo iraniano tem autoridade ou estaria disposto a negociar com o governo de Trump.
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