Band Jornalismo

Universidades e 55 escolas do Rio seguem sem aulas após megaoperação com mais de 100 mortos

A ação se tornou a mais letal da história do Rio de Janeiro

Da redação
DA REDAÇÃO

29/10/2025 • 13:34 • Atualizado em 29/10/2025 • 13:39

Divulgação

Pelo menos quatro universidades e 55 escolas do Rio de Janeiro seguem sem aulas presenciais nesta quarta-feira (29), um dia após a megaoperação contra o Comando Vermelho (CV), que deixou mais de 100 mortos e se tornou a mais letal da história do Estado.

Compartilhar

A Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) suspendeu todas as atividades acadêmicas e administrativas presenciais — com exceção das consideradas essenciais — nos campi localizados na capital e em Duque de Caxias, na Região Metropolitana.

Medidas semelhantes foram adotadas pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ) e pela Universidade Federal Fluminense (UFF), que interrompeu as atividades em Niterói. Já a Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio) informou que as aulas foram transferidas para o formato remoto, enquanto as atividades administrativas presenciais permanecem suspensas.

Escolas fechadas

A Secretaria de Estado de Educação informou, em nota enviada ao Estadão, que seis escolas estaduais permaneceram fechadas nesta quarta-feira. Na véspera, durante os confrontos, 35 unidades da rede estadual suspenderam as atividades.

“Os diretores das unidades têm autonomia para decidir sobre a abertura ou fechamento dos colégios, de forma a garantir a integridade de alunos e servidores. O conteúdo pedagógico será reposto”, destacou a pasta.

Já a Secretaria Municipal de Educação relatou que 49 escolas da rede municipal continuam sem aulas nos complexos do Alemão e da Penha. “Essas unidades estão seguindo o protocolo Acesso Mais Seguro, desenvolvido em parceria com a Cruz Vermelha Internacional”, afirmou o órgão.

Número de mortos

A Defensoria Pública do Rio de Janeiro atualizou para 132 o número de mortos na operação conjunta das polícias civil e militar, realizada nos complexos da Penha e do Alemão.

Na terça-feira (28), o governador Cláudio Castro havia informado inicialmente 64 mortes, mas corrigiu o dado na manhã desta quarta, afirmando que o balanço oficial é de 58 mortos. Segundo ele, o número ainda pode mudar conforme o trabalho da perícia e do Instituto Médico Legal (IML) avance.

*Com informações do Estadão Conteúdo.