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Ex-embaixador é preso em Londres em meio à investigação de caso Epstein

Segundo as autoridades, a investigação apura alegações de que Peter Mandelson teria repassado informações confidenciais do governo britânico a Epstein há cerca de 15 anos

Estadão Conteúdo, com redação
ESTADÃO CONTEÚDO, COM REDAÇÃO

23/02/2026 • 15:29 • Atualizado em 23/02/2026 • 15:33

Peter Mandelson foi detido pela polícia britânica

Peter Mandelson foi detido pela polícia britânica

Reuters

O ex-embaixador do Reino Unido nos Estados Unidos Peter Mandelson, 72 anos, foi preso nesta segunda-feira, 23, em Londres, no âmbito de uma investigação por má conduta no exercício de cargo público relacionada às suas ligações com Jeffrey Epstein.

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Ele não é investigado por nenhuma acusação de má conduta sexual.

Em nota, a Polícia Metropolitana de Londres informa que policiais detiveram um homem de 72 anos sob suspeita de má conduta no exercício de função pública em um endereço no norte da capital britânica. Ele foi levado a uma delegacia para interrogatório.

Embora a corporação não divulgue oficialmente o nome do suspeito, em linha com a prática britânica, a imprensa do Reino Unido já identifica o detido como Peter Mandelson.

Investigação sobre repasse de informações

Segundo as autoridades, a investigação apura alegações de que Mandelson teria repassado informações confidenciais do governo britânico a Epstein há cerca de 15 anos.

Documentos conhecidos como “arquivos de Epstein” sugerem que Mandelson teria fornecido ao financista dados reservados e potencialmente capazes de influenciar o mercado em 2009, quando ainda integra o governo britânico.

Após a prisão, policiais realizam buscas em duas propriedades ligadas a Mandelson, uma em Londres e outra no oeste da Inglaterra.

Conexões com Jeffrey Epstein

Mandelson havia sido demitido de seu cargo diplomático em setembro, depois da divulgação de e-mails que revelam que ele manteve amizade com Epstein mesmo após a condenação do financista, em 2008, por crimes sexuais envolvendo uma menor.

Impacto político e caso envolvendo Andrew

A prisão ocorre quatro dias depois que o ex-príncipe da monarquia britânica Andrew Mountbatten-Windsor foi preso em um caso separado, também sob suspeita de má conduta em cargo público relacionada à amizade com Epstein. Andrew é libertado após 11 horas sob custódia, enquanto as investigações continuam.

A decisão de nomear Mandelson quase custou o cargo ao primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, diante de questionamentos sobre seu julgamento ao escolher alguém envolvido em controvérsias ao longo de décadas de carreira política.

Starmer admitiu que comete um erro e pediu desculpas às vítimas de Epstein, mas sua posição política segue fragilizada. O futuro do premiê pode depender da divulgação de documentos internos sobre a nomeação de Mandelson.

Com informações da Associated Press.