
Carla Zambelli foi presa nesta terça em Roma, na Itália
Vinicius Loures/Câmara dos Deputados
A Polícia Federal (PF) afirmou nesta terça-feira (29) que a prisão da deputada Carla Zambelli (PL-SP) foi realizado com auxílio das autoridades italianas. Ainda segundo a corporação, a parlamentar será submetida ao processo de extradição.
"Autoridades italianas prenderam na tarde desta terça-feira (29/7), em Roma, uma brasileira que se encontrava foragida no país. A medida é resultado de cooperação policial internacional entre a Polícia Federal, a Interpol e agências da Itália", diz a nota.
Zambelli foi presa em Roma, na Itália, na tarde desta terça. O deputado italiano Angelo Bonelli, um dos maiores defensores da extradição da parlamentar brasileira, disse em seu perfil no X (antigo Twitter) que encontrou o local onde a deputada está e passou a localização para a polícia local.
A deputada brasileira anunciou em 3 de junho que havia deixado o País para realizar um tratamento médico e que pediria licença do mandato – o que ainda não aconteceu. Em maio, ela foi condenada por dez anos de prisão pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por ter orquestrado a invasão ao sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), em 2023. Dois dias depois da fuga, seu nome foi incluído na lista vermelha da Interpol.
De acordo com as investigações, o hacker Walter Delgatti Neto inseriu, sob suas ordens, um mandado falso de prisão contra o ministro Alexandre de Moraes. "Expeça-se o mandado de prisão em desfavor de mim mesmo, Alexandre de Moraes. Publique-se, intime-se e faz o L", dizia o documento falso. A deputada também responde a outra investigação no Supremo por ter perseguido um homem munida de um revólver antes das eleições de 2022.
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