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PF nega inação em operação e diz ser inviável deixar provas no STF

Segundo fontes da PF, a resposta foi enviada após o ministro pedir esclarecimentos sobre uma suposta “inação” da polícia

Túlio Amâncio
TÚLIO AMÂNCIO

14/01/2026 • 17:54 • Atualizado em 14/01/2026 • 17:54

Bastidores de Brasília

A Polícia Federal respondeu ao ministro Dias Toffoli, do STF (Supremo Tribunal Federal), que o cumprimento de uma determinação judicial ocorreu dois dias após o despacho porque a corporação já tinha outra operação em andamento.

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Segundo fontes da PF, a resposta foi enviada após o ministro pedir esclarecimentos sobre uma suposta “inação” da corporação no cumprimento dos mandados da segunda fase da Operação Compliance zero, realizada nesta quarta-feira (14) que mirou pessoas ligadas ao presidente do Banco Master, Daniel Vorcaro.

De acordo com a corporação, a ordem foi recebida na segunda-feira (12) e colocada em prática na quarta (13) porque, na terça, equipes e recursos estavam mobilizados na operação Overclean, deflagrada simultaneamente. A PF afirmou que a sobreposição de ações inviabilizou a execução imediata da nova diligência.

Na mesma manifestação, a polícia informou que é inviável transportar todo o material apreendido para a sede do STF. A corporação alegou dificuldades logísticas e sustentou que a deixar os itens do Supremo poderia comprometer o avanço da investigação. Segundo a PF, parte das provas precisa ser analisada de imediato, como celulares e outros dispositivos eletrônicos, para preservar dados e orientar os próximos passos do inquérito.

Investigadores esperam que Toffoli retire o sigilo da resposta da PF, assim como fez com a própria determinação judicial que deu origem ao pedido de esclarecimentos. A avaliação interna é que a publicidade ajudaria a afastar a leitura de descumprimento deliberado da ordem.

O pedido de informações foi feito por Toffoli após questionamentos sobre a velocidade e o alcance do cumprimento da decisão. Em despachos recentes, o ministro cobrou explicações sobre a condução das diligências e indicou preocupação com a efetividade das medidas autorizadas, abrindo espaço para interpretações de resistência ou demora injustificada por parte da polícia — o que a PF nega.

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