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Piloto acusado de agredir jovem no DF ficará preso em sala especial

Acusado de deixar adolescente de 16 anos em coma, piloto preso preventivamente ficará separado dos demais detentos após decisão judicial

Da redação
DA REDAÇÃO

01/02/2026 • 13:36 • Atualizado em 01/02/2026 • 13:42

O empresário e piloto Pedro Turra, de 19 anos, acusado de agredir gravemente um adolescente de 16 anos e deixá-lo em coma no Distrito Federal, deverá ser transferido para uma cela isolada enquanto cumpre a prisão preventiva decretada pela Justiça.

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Turra é investigado por uma briga que teria começado após o arremesso de um chiclete em um amigo da vítima. Imagens do episódio, ocorrido no bairro de Vicente Pires, em Brasília, mostram o piloto empurrando o adolescente, que perde o equilíbrio, bate na porta aberta de um veículo e cai desacordado.

O piloto foi preso na sexta-feira (30) pela Polícia Civil. A prisão foi mantida após audiência de custódia realizada no sábado. Na decisão, o juiz responsável pelo caso determinou que Turra permaneça separado dos demais detentos, citando o risco à integridade física do acusado em razão da notoriedade do caso.

Em nota, a defesa do adolescente que permanece em coma afirmou que a decisão causou “profundo desconforto”, por entender que a medida reforça uma percepção de privilégio e tratamento diferenciado. Segundo os advogados, esse tipo de conduta teria sido observado desde o início das investigações.

A defesa da vítima também acusa as autoridades de conceder tratamento privilegiado a Turra em razão de seu status social, destacando que ele pertence a uma família com recursos financeiros e influência na capital federal.“A Justiça deve ser igual para todos, sem distinções que afrontem o sentimento coletivo de equidade e o respeito às vítimas”, diz a nota.

Defesa

Em nota enviada no sábado (31) à Agência Brasil, o advogado Eder Fior, que representa Pedro Turra, afirmou que o acusado relatou, durante a audiência de custódia, estar sendo alvo de ameaças de morte. O defensor também acusou os policiais responsáveis pela prisão de descumprirem o dever legal de proteção.

Além disso, a defesa criticou o que chamou de “espetacularização” do caso.“A defesa registra estarrecimento diante da espetacularização indevida promovida por delegado e agentes policiais que, em conduta incompatível com o Estado de Direito, teriam desrespeitado decisão judicial expressa que determinava a preservação da imagem do custodiado, expondo-o de forma degradante e ampliando riscos concretos à sua segurança e dignidade”, afirmou o advogado.

Nova prisão

Turra havia sido preso um dia após a agressão, mas foi solto após o pagamento de fiança de R$ 24 mil e passou a responder ao inquérito por lesão corporal em liberdade.

A nova prisão preventiva foi autorizada após a Polícia Civil apresentar indícios de envolvimento do empresário em outros episódios de violência. Em um dos casos, ele teria utilizado um taser (arma de choque) contra uma adolescente de 17 anos para forçá-la a ingerir bebida alcoólica durante uma festa. Além disso, um homem procurou a delegacia para relatar que também teria sido agredido por Turra em junho do ano passado.

Após a repercussão do caso, o piloto foi desligado da Fórmula Delta, competição de automobilismo da qual participava.

*Com informações da Agência Brasil

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