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Polícia australiana diz que autores do ataque em Sydney eram pai e filho

O atentado terrorista em Sydney resultou na morte de 16 pessoas. Além das vítimas fatais, o ataque contabiliza cerca de 40 feridos, conforme os dados divulgados

Da redação, com Agência Estado
DA REDAÇÃO, COM AGÊNCIA ESTADO

14/12/2025 • 18:23 • Atualizado em 14/12/2025 • 18:27

Ataque a tiros em praia da Austrália

Ataque a tiros em praia da Austrália

REUTERS/Izhar Khan

As autoridades policiais australianas confirmaram que o ataque antissemita ocorrido na madrugada deste domingo (14), na praia de Bondi, em Sydney, foi realizado por uma dupla de pai e filho.

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A polícia informou que o pai, de 50 anos, foi morto no local pelas autoridades que responderam à ocorrência.

O filho, por sua vez, foi detido pelas forças de segurança, apesar de ter sofrido ferimentos. Conforme o comunicado oficial, a condição do mais novo dos agressores é estável.

O atentado terrorista em Sydney resultou na morte de 16 pessoas. Além das vítimas fatais, o ataque contabiliza cerca de 40 feridos, conforme os dados divulgados.

A ação criminosa em Bondi chocou a população e mobilizou um extenso aparato policial e de investigação na região.

O comissário da polícia de Nova Gales do Sul, Mal Lanyon, concedeu uma entrevista coletiva para atualizar os desdobramentos da investigação.

Comissário descarta terceiro envolvido no ataque

Na coletiva de imprensa, o comissário Mal Lanyon descartou a possibilidade de uma terceira pessoa ter participado do ataque.

Essa declaração é fundamental para delimitar o escopo da ação. As investigações se concentram apenas nos dois agressores identificados: o pai e o filho.

Lanyon detalhou as informações sobre os agressores confirmados, enfatizando que somente a dupla está envolvida na tragédia.

A rápida manifestação do comissário buscou conter rumores e fornecer informações precisas sobre a dinâmica do ataque à comunidade local.

A investigação prossegue focada em entender a motivação exata do ataque, que foi classificado pelas autoridades como antissemita.

A polícia australiana também forneceu informações detalhadas sobre o perfil dos suspeitos envolvidos. Segundo os dados levantados, o mais velho dos agressores, o pai, tinha uma licença para possuir armas.

Suspeito morto tinha licença para seis armas

O suspeito que foi morto pelas autoridades possuía autorização para seis armas.

As autoridades policiais ressaltaram que essa licença estava ativa por pelo menos dez anos.

A polícia ainda afirmou que todas as seis armas para as quais o pai tinha licença foram recuperadas no local do crime ou durante as buscas subsequentes. A recuperação do arsenal é um ponto crucial na investigação.

Um dado que surpreendeu os investigadores foi a ficha criminal dos suspeitos. Segundo o que foi apurado, nenhum dos dois agressores, nem o pai, nem o filho, tinha antecedentes criminais registrados.

Conforme aponta o boletim das autoridades, a ausência de um histórico criminal prévio complica a identificação de possíveis alertas que pudessem ter evitado a tragédia na praia de Bondi.

O perfil de cidadãos sem antecedentes que se envolvem em um atentado dessa magnitude é um dos pontos que a polícia deverá aprofundar nas próximas etapas da investigação.

A fonte de todo o planejamento e a motivação exata do ato continuam sendo apuradas pela polícia.

Explosivos improvisados foram encontrados

Além da recuperação das armas licenciadas, a polícia de Nova Gales do Sul divulgou mais um achado grave.

Dois "aparelhos explosivos improvisados" foram encontrados pelas equipes de segurança no local da ocorrência.

A rápida intervenção da polícia permitiu que os artefatos fossem desarmados com sucesso.

A neutralização desses dispositivos evitou que o número de vítimas fatais e feridos fosse ainda maior no local do atentado.

As investigações prosseguem para determinar onde e quando esses "aparelhos explosivos improvisados" foram fabricados. A análise pericial dos artefatos será vital para o desdobramento do caso.